INDUÇÃO DE DEPRESSÃO POR LPS EM RATOS WISTAR: ANÁLISE DE PARÂMETROS OXIDATIVOS

  • Luana Maders
  • Silvia Muller de Moura Sarmento
  • Gabriela Escalante Brites
  • Rafael Tamborena Malheiros
  • Gênifer Erminda Schreiner
  • Vanusa Manfredini
Rótulo Depressão, Estresse, oxidativo, Lipopolissacarídeo, Rutina

Resumo

A depressão vem se tornando um grave problema de saúde pública nos dias atuais. Considerada um distúrbio afetivo que atinge pessoas do mundo todo, e das mais diversas idades, adoecendo e incapacitando inúmeras pessoas anualmente. Esta doença está relacionada, a diversos fatores, produzindo vários efeitos e reações no organismo. Sabe-se que a depressão está intimamente relacionada com a produção das citocinas inflamatórias, que podem causar alterações nos sistemas de neurotransmissores, aumentando a produção de mediadores inflamatórios e espécies reativas de oxigênio e nitrogênio. Plantas medicinais têm sido utilizadas no tratamento sintomático da depressão por possuírem compostos bioativos como a A. gratíssima. Assim, o objetivo desse estudo foi determinar a oxidação de lipídeos e proteínas plasmáticas de ratos wistar deprimidos. A presente pesquisa está autorizada pela Comissão de Ética no Uso de Animais da UNIPAMPA sob o número de registro 021/2021. Para isso, foram utilizados 27 ratos wistar machos adultos pesando aproximadamente 200 gramas, provenientes do Biopampa da UNIPAMPA. Os ratos foram divididos em 6 grupos: G1: controle (salina), G2: fluoxetina (5 mg/kg), G3: rutina 50 mg/kg, G4: rutina: 100 mg/kg, G5: Aloyisia gratissima 100 mg/kg e G6: Aloyisia gratissima 50 mg/kg e 10 mg/kg rutina. Para a indução do comportamento do tipo deprimido nos animais, foi utilizado o lipopolissacarídeo de Escherichia coli (LPS) na dose de 5 mg/kg i.p. Após 24 horas da indução, todos os ratos foram submetidos a testes comportamentais para comprovar o comportamento tipo depressivo, tais como: labirinto em cruz elevado, campo aberto e nado forçado. Todos os testes tiveram duração de 5 minutos e os mesmos foram repetidos semanalmente durante 30 dias. Após a eutanásia dos animais, o sangue total foi coletado por punção cardíaca e separado em frações para posterior análises de estresse oxidativo. O dano oxidativo em lipídeos foi determinado segundo técnica de TBARS (Ohkawa et al., 1979) e carbonilação de proteínas segundo Levine, 1990. Os resultados foram analisados quanto a sua significância estatística utilizando o software Prism, testes de normalidade foram feitos utilizando o teste de Shapiro-Wilk, e para as análises, foi utilizado o teste não paramétrico de Kruskal-Wallis, utilizando nível de significância de 95%. Os resultados mostram que no teste de carbonilação de proteínas não obteve-se diferença significativa dos tratamentos de G3, G4 e G5 quando comparados com o controle, não sendo observado efeito do tipo antioxidante como se esperava. Também não houve diferença entre o G2 e o controle, mostrando que nem mesmo o antidepressivo de primeira escolha, nosso controle positivo, foi capaz de diminuir os níveis de estresse oxidativo. Já o grupo G6 apresentou um aumento significativo da oxidação das proteínas quando comparado com o controle (p=0,0001) e com o G2 (p= 0,0137). Já no teste de TBARS observou-se uma diferença significativa do grupo G5 quando comparado com o controle (p=0,0190) e quando comparado com o G2 (p=0,0003). A partir dos resultados obtidos, pode-se sugerir que a administração do LPS induziu um comportamento tipo depressivo nos animais, acarretando no aumento da oxidação das biomoléculas (lipídeos e proteínas), contra o qual o extrato de A. gratíssima se mostrou significativamente eficiente no caso dos lipídios, porém o mesmo resultado não foi observado pelo flavonóide rutina. Sendo assim, nossos resultados concordam com a literatura, mostrando que o extrato aquoso de Aloysia gratissima possui capacidades antioxidantes. Talvez os resultados não tenham sido mais expressivos, ou a rutina não tenha conseguido desempenhar seu papel antioxidante, pelo qual é conhecida, justamente pela supressão dos compostos antioxidantes naturais causada no comportamento do tipo depressivo, porém mais análises são necessárias para confirmar tal hipótese.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
MADERS, L.; MULLER DE MOURA SARMENTO, S.; ESCALANTE BRITES, G.; TAMBORENA MALHEIROS, R.; ERMINDA SCHREINER, G.; MANFREDINI, V. INDUÇÃO DE DEPRESSÃO POR LPS EM RATOS WISTAR: ANÁLISE DE PARÂMETROS OXIDATIVOS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.