DETERMINAÇÃO DO ÍNDICE DE REDUÇÃO DE FERRO III PELO EXTRATO DE BANANA VERDE

  • Caroline Lacerda Nogueira
  • Marina Diaz Rodrigues
  • Mariuse Victória Moreira Ourique
  • Elton Luis Gasparotto Denardin
  • Fabiane Moreira Farias
  • Rafael Roehrs
Rótulo Banana, farinha, antioxidante, redução, ferro

Resumo

A banana é uma fruta cultivada em regiões de clima tropical e está entre as principais frutas mais consumidas no mundo. É um alimento que passa por um ciclo de maturação atribuído por uma classificação numérica que varia em sete (7) etapas e é conferida pelo índice de variação de cor. Por causa da degradação rápida e para tentar minimizar o desperdício de alimentos tem-se buscado alternativas para o consumo dessa fruta, como a confecção da farinha da fruta ainda na fase de maturação inicial. A farinha de banana em sendo amplamente implementada na alimentação por proporcionar vários benefícios a saúde humana como baixa da glicemia e diminuição de peso, além de ser um ótimo substituinte para a produção de alimentos na substituição de ingredientes que contém glúten, como o trigo, a cevada e o centeio. A boa aceitação para a sua utilização deve-se ao fato desse alimento não interferir no sabor dos demais alimentos das receitas, além de ser uma excelente fonte nutricional, devido a presença de minerais como potássio, cálcio, magnésio, ferro e enxofre, vitamina B, vitamina C, compostos fenólicos, presença de amido resistente, além de compostos antioxidantes. Por se tratar de um produto que possui elevando teor de flavonoides e taninos, este trabalho tem por objetivo avaliar a capacidade antioxidante da farinha de banana verde. Para isso foi realizada um teste utilizando o método FRAP (Ferric Reducing Antioxidant Power), metodologia rotineiramente utilizada como alternativa para determinar a redução de Ferro em soluções aquosas ou fluídos biológicos de compostos puros. Para realização desse teste primeiramente foi adquirida a farinha de banana verde (Musa sinensis) da cultivar Cavendish, em uma loja de produtos naturais na cidade de Uruguaiana, RS. Foi realizada a extração utilizando 3,5g da farinha em 100 mL da solução metanol e água destilada (3:1) por 24h. Posteriormente, foi realizada filtração à vácuo e o filtrado foi levado ao evaporador rotatório à vacuo para a eliminação do solvente orgânico. Para determinação da massa do extrato foi medido 1mL de solução em pequenos frascos previamente pesados (n=6) e secados em estufa à 35°C. Após esse período os frascos foram pesados novamente e realizada a média das massas. Para o teste de FRAP, o extrato foi diluído 10, 25 e 50 vezes, correspondente às concentrações de 1,58; 0,63; 0,32 g/mL, respectivamente. O teste foi realizado conforme Pulido e colaboradores, onde foram pipetados 90 µL para cada diluição para tubos de ensaio, foram acidionados 270 µL de água destilada e 2700 µL do reagente de FRAP (25 mL de tampão acetato 0,3 M; 2,5 mL TPTZ 10mM; 2,5 mL de cloreto férrico 20 mM). Os tubos foram homogeneizados e mantidos em banho-maria a 37°C, por 30 minutos. Em seguida, 200 µL da solução foi pipetada em placa de 96 poços e realizada a leitura em espectrofotômetro (595 nm). O teste foi realizado em triplicata, sendo os resultados obtidos com o auxílio de curva padrão de Sulfato Ferroso (500, 1000, 1500, 2000 µM). Os resultados demonstam que a cada 1g de farinha de banana verde inibem 1392,75 µM de Sulfato ferroso (FeSO4). De acordo com a literatura, os resultados encontrados neste trabalho estão de acordo com os dados disponíveis para outras cultivares da espécie, indicando que a farinha de banana apresenta atividade antioxidante. Em função disso, novos estudos serão realizados visando avaliar suas potencialidades frente à doenças neurodegenerativas e o estresse oxidativo induzido por metais e pesticidas.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
LACERDA NOGUEIRA, C.; DIAZ RODRIGUES, M.; VICTÓRIA MOREIRA OURIQUE, M.; LUIS GASPAROTTO DENARDIN, E.; MOREIRA FARIAS, F.; ROEHRS, R. DETERMINAÇÃO DO ÍNDICE DE REDUÇÃO DE FERRO III PELO EXTRATO DE BANANA VERDE. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.