ENVELHECIMENTO DIMINUI A CAPACIDADE LOCOMOTORA EM DROSOPHILA MELANOGASTER

  • Ana Beatriz Dos Santos
  • Karen Kich Gomes
  • Maria Vitória Takemura Mariano
  • Luana Paganotto Leandro
  • Thais Posser
  • Jeferson Luís Franco
Rótulo Envelhecimento, Danos, locomotores, Mosca, fruta, Mortalidade, Geotaxia, negativa

Resumo

Envelhecer é um processo inevitável no ciclo de vida dos seres vivos, acontecendo em estágios durante o desenvolvimento de cada indivíduo. Tal processo é acompanhado de queda na cognição, e é o principal fator de distúrbios neurodegenerativos. Todo ser vivo passa pelo processo de envelhecimento. Todavia, envelhecer é um processo gradativo deteriorante, e a velocidade que este ocorre varia entre um organismo e outro. O envelhecimento traz a queda da funcionalidade do organismo, facilitando e agilizando o desenvolvimento de doenças. O organismo é sobrecarregado funcionalmente, ocorrendo deste modo redução da capacidade de manutenção da homeostase. Logo, por conta da sobrecarga, o indivíduo em processo de envelhecimento tem suas funções deterioradas, gerando modificações orgânicas que acarretam perda da capacidade adaptativa. A maior característica do envelhecimento é a queda gradual de funcionalidade molecular, celular, tecidual e orgânica. Não se sabe quando e como tal declínio ocorre exatamente, porém sabe-se que os mecanismos que costumam manter a saúde e resistência ao estresse diminuem drasticamente, ocasionando senilidade e fragilidade. Conforme um organismo envelhece é desenvolvida maior vulnerabilidade, por conta disso há maior suscetibilidade às enfermidades, assim como maiores chances de óbito. Além disso, a memória e o processamento de informações diminuem gradualmente no processo de envelhecimento. Apesar dos avanços na área da saúde, à medida que se envelhece, maiores são as chances do desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, cardiopatias, diabetes, osteoporose e câncer. Dito isso, pesquisas sobre como o envelhecimento atua no organismo são de extrema relevância. Conhecida como mosca da fruta, a Drosophila melanogaster é utilizada como organismo modelo para o estudo de diversos processos comuns aos humanos, entre eles o envelhecimento. Tal feito é possível por conta de cerca de 75% dos genes relacionados a doenças em humanos possuírem ortólogos funcionais na mosca. Além disso, o organismo apresenta diversas vantagens, entre elas a facilidade de ser encontrado e um ciclo de vida curto, além do cultivo e cruzamento simples. Com isso, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a viabilidade e os danos locomotores durante o envelhecimento, em fêmeas e machos de Drosophila melanogaster. Para isso, o experimento foi separado em grupos, sendo estes, controle (moscas novas com 5 dias de vida), fêmeas e machos, cada grupo foi realizado em triplicata, contendo 50 moscas por tubo, todas cultivadas em meio padrão. A temperatura e umidade foram controladas, 24ºC e 75% respectivamente. A viabilidade das moscas foi monitorada e contabilizada durante 80 dias. E o teste de comportamento locomotor realizado pela técnica de geotaxia negativa em grupos de 10 moscas, foram desenvolvidos nos dias 5,10, 20, 30, 40 e 50 dias de vida. Como resultados, observamos que as moscas fêmeas atingiram 80 dias, enquanto os machos 64 dias. No teste de geotaxia negativa, houve um déficit locomotor a partir do vigésimo dia de vida tanto no grupo das fêmeas, quanto no grupo dos machos. Em conclusão, não houve diferença significativa entre machos e fêmeas em sua sobrevivência, nem no ensaio de geotaxia negativa. Ademais, foi possível observar um déficit locomotor nas moscas ao atingirem 20 dias de vida, machos e fêmeas. Mais estudos são necessários para a compreensão das vias biológicas envolvidas nestas alterações locomotoras causadas pelo envelhecimento em Drosophila melanogaster.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
BEATRIZ DOS SANTOS, A.; KICH GOMES, K.; VITÓRIA TAKEMURA MARIANO, M.; PAGANOTTO LEANDRO, L.; POSSER, T.; LUÍS FRANCO, J. ENVELHECIMENTO DIMINUI A CAPACIDADE LOCOMOTORA EM DROSOPHILA MELANOGASTER. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.