BAIXO CONSUMO ALIMENTAR COMO SINAL DE COMPORTAMENTO TIPO DEPRESSIVO EM RATOS WISTAR

  • Gênifer Schreiner
  • Elizandra Gomes Schmitt
  • Gabriela Escalante Brites
  • Luana Tamires Maders
  • Silvia Müller de Moura Sarmento
  • Vanusa Manfredini
Rótulo Alimentação, Sintomas, depressão, Diagnóstico

Resumo

A depressão é atualmente, uma doença que atinge cerca de 300 milhões de pessoas, sendo mais prevalente em entre mulheres com idade entre 55-74 anos e, dos países da América Latina, o Brasil lidera os casos. O diagnóstico da depressão é muito difícil, uma vez que se trata de uma doença com sintomatologia bastante diversificada como: a expressão de um sentimento de apatia ou tristeza, diminuição de interesse ou prazer, crescimento do sentimento de culpa ou baixa autoestima, sensação de cansaço e falta de concentração, e perturbação do sono ou apetite. Tais sinais e sintomas são difíceis de serem observados em animais de experimentação, pois não se consegue analisar realmente o estado mental dessas cobaias e os resultados encontrados em testes comportamentais ainda são bastante sugestivos, o processo geralmente é estressante para os animais e relativamente demorados, tanto para serem executados como para as posteriores análises. Ainda é encontrado como um agravante quando se utiliza algum meio de indução que possui, na bibliografia, certas inconstâncias quando a dosagem ou tempo de indução, o que pode levar a uma incerteza quanto ao sucesso na indução do modelo do tipo depressivo. Assim, o objetivo desse estudo foi avaliar o consumo alimentar de ratos wistar com depressão induzida por LPS. Para tal, foram utilizados 16 ratos wistar adultos, sendo 8 machos e 8 fêmeas, advindos do Biopampa da UNIPAMPA, cujo protocolo autorizado pela CEUA da Unipampa, sob o número 021/2021. Foi realizada uma aclimatação de 15 dias com temperatura controlada, ciclo de 12h claro/escuro, com livre oferta de água e ração, sendo esta do tipo especializado labina presence. Posteriormente, os animais foram separados por sexo, em caixas com 4 animais cada. Durante quatro dias foi ofertada uma quantidade de ração pré estabelecida, (250g) que seria suficiente para suprir a fome dos animais por um período de 24h. Ao final deste período, a ração não consumida era pesada e subtraída do montante ofertado no dia anterior. Esse processo foi repetido diariamente, por quatro dias, sempre no mesmo horário. Ao fim dos 4 dias foi realizada a indução do modelo do tipo depressivo utilizando o lipopolissacarídeo de Escherichia coli (LPS) na concentração de 5mg/kg por via intraperitoneal em todos os animais. Os animais foram novamente subdivididos em G1: salina e G2: fluoxetina (5mg/Kg) entre os machos e as fêmeas. Os tratamentos foram durante 30 dias, bem como a pesagem da ração. Os resultados mostraram que nos primeiros 4 dias as fêmeas consumiram uma média de 19,78 gramas de ração cada, e os machos uma média de 28,46g cada, após a ultima quantificação foi feita a administração do LPS, no dia seguinte, o consumo das fêmeas havia caído para uma média de 2,5g, uma diminuição de 87,36%, já os machos haviam consumido apenas 5,87g, diminuindo em 79,35% o seu consumo. No segundo dia, 48h após a administração do LPS, o consumo das fêmeas ainda se encontrava 36,17% abaixo do considerado normal (12,62g), e o dos machos era 37,63% menor (17,75g). Três dias depois da administração as fêmeas consumiam 21,64% a menos (15,5g) e os machos consumiam 5,57% menos (26,87g). No quarto dia o consumo voltou ao normal, o tratamento que os animais receberam não diferiu significativamente na alimentação. Sendo assim, podemos sugerir que o consumo de ração pelos ratos é um bom indicativo da sintomatologia dos animais que tiveram um comportamento do tipo depressivo induzido, além de ser um teste de fácil execução e rápida análise.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
SCHREINER, G.; GOMES SCHMITT, E.; ESCALANTE BRITES, G.; TAMIRES MADERS, L.; MÜLLER DE MOURA SARMENTO, S.; MANFREDINI, V. BAIXO CONSUMO ALIMENTAR COMO SINAL DE COMPORTAMENTO TIPO DEPRESSIVO EM RATOS WISTAR. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.