EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DE FÓSFORO ORGANICO E VITAMINA B12 EM OVELHAS EM LACTAÇÃO

  • Regiane Saraiva
  • Cassiano Lopes Moreira
  • Anelise Afonso Martins
  • Helena Brocardo Comin
  • Brenda Luciana Alves da Silva
  • Gladis Ferreira Correa
Rótulo Nutrição, Ovinocultura, Suplementação, mineral, vitamínica

Resumo

A nutrição ovina certamente é de extrema importância em qualquer uma das fases de produção, principalmente durante a lactação, por isso pode influenciar diretamente e indiretamente na eficiência produtiva do animal. Considerando isto, a suplementação de vitaminas e minerais pode ser um coadjuvante importante na manutenção das fêmeas em lactação, o período conhecido como o mais importante da produção. Desta forma, esse trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar os efeitos da suplementação de fósforo orgânico e vitamina B12 no desempenho e produção de leite em ovelhas em lactação. O estudo foi desenvolvido entre os meses de junho a novembro de 2020, na escola fazenda pertencente à Unipampa, no município de Dom Pedrito-RS. Foram avaliadas, 16 ovelhas da raça Crioula Lanada, adultas com 2 a 4 anos. Os animais foram divididos em dois grupos experimentais, com 8 animais cada, de acordo com os tratamentos: FOB aplicação de 5 ml de Fósforo Orgânico associado à Vitamina B12 pela via intramuscular; e controle aplicação de placebo (soro fisiológico) pela via subcutânea garantindo que os animais fossem submetidos a mesma manipulação. Os tratamentos eram repetidos a cada sete dias. Durante o período experimental os animais foram mantidos em piquetes de campo nativo e em galpão coberto, onde as ovelhas eram alojadas no final da tarde e soltas pela manhã. Os animais recebiam duas vezes ao dia, manhã e tarde, o equivalente a 3% do peso vivo (PV) médio do lote de silagem de milho e 1,5% do PV de concentrado farelado, fabricado na Fábrica de Rações da UNIPAMPA/Campus Dom Pedrito, à base de farelo de arroz integral, farelo soja, milho em grão, sal comum, calcário calcítico e polivitamínico (Muvicapri®). As matrizes apresentavam estado de condição corporal (ECC) médio de 3,5, em uma escala de 1 a 5, peso de 42 kg e Famacha 3. Após o parto e reconhecimento dos cordeiros, as matrizes eram avaliadas quanto ao peso, ECC, FAMACHA separadas em FOB ou controle, recebendo o tratamento específico conforme o grupo. Essas avaliações ocorreram semanalmente até o término do período experimental, totalizando 14 avaliações. Para avaliação das características físico-químicas do leite, os cordeiros foram separados de suas mães 14 horas antes da realização da ordenha e mantidos em baias isoladas. Durante a ordenha as ovelhas receberam uma mistura de silagem de milho e concentrado farelado (5050), no volume de 1% do PV, para tranquilizá-las no momento da ordenha. E no momento da ordenha foi aplicado 15UI de ocitocina/IM (intramuscular) para estimular a descida do leite. A ordenha foi realizada em plataforma específica, com seis ovelhas por vez, e os animais foram ordenhados manualmente até o esgotamento completo dos meios mamários. O leite obtido foi pesado em balança analítica, coado em peneiras plásticas para retirada de material estranho, embalados em frascos individuais limpos e secos, identificados com o número dos animais e acondicionados em caixas térmicas com gelo. As amostras foram remetidas ao Laboratório de Tecnologia de Produtos de Origem Animal da UNIPAMPA/Campus Dom Pedrito, para realização das análises físico-químicas: densidade (g/mL), Dornic, pH e gordura (%) através da metodologia descrita por Adolfo Lutz (1985). Não foram observadas diferenças significativas no peso (kg), ECC e FAMACHA dos animais na maioria das avaliações. Entretanto, verificou-se que durante o período de lactação ambos os grupos demonstraram uma queda do peso na segunda semana, no entanto, no grupo controle a diminuição do peso de 1,5 kg (3,7%) foi maior que o FOB que perdeu 0,78 kg (1,8%). Além disso, na quinta avaliação, quando os animais estavam com 35 dias de lactação, as matrizes do grupo FOB apresentaram uma queda de peso de 1,87 kg, enquanto o controle apresentou aumento de peso de 1,3 kg nessa mesma semana. Essa oscilação provavelmente se deve ao fato do grupo que recebeu a suplementação com o fósforo orgânico e vitamina B12, terem apresentado maior volume de produção de leite. A suplementação provavelmente causou efeito positivo no metabolismo energético das fêmeas do grupo, uma vez que a suplementação com o fósforo orgânico e vitamina B12, favorecem o metabolismo energético da fêmea, melhorando a gliconeogênese. E assim, pode ter contribuído para reduzir a perda de peso nesse momento de desafio energético. Quando avaliada a produção de leite dos grupos experimentais observou-se uma produção de 618 ml para o grupo FOB e 380 ml de leite produzido pelo grupo controle, entretanto não foi observada diferença entre os grupos experimentais (P>0,05). Para os demais parâmetros como densidade (g/mL), Dornic, pH e gordura (%), não foram observadas diferenças (P>0,05). A suplementação de fósforo orgânico e vitamina B12 não influenciaram no desempenho e na produção e composição físico-química do leite de ovelhas Crioulas Lanadas em lactação.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
SARAIVA, R.; LOPES MOREIRA, C.; AFONSO MARTINS, A.; BROCARDO COMIN, H.; LUCIANA ALVES DA SILVA, B.; FERREIRA CORREA, G. EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DE FÓSFORO ORGANICO E VITAMINA B12 EM OVELHAS EM LACTAÇÃO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.