AVALIAÇÃO DO CONSUMO DE CARNE OVINA PELA COMUNIDADE ACADÊMICA DA UNIPAMPA CAMPUS DOM PEDRITO

  • Fernanda Barchet
  • Carina Damé dos Santos
  • Ravine Dutra de Souza
  • Maria Eduarda Pieniz Hamerski
  • Taida Juliana Adorian
Rótulo Carne, ovina, Consumo, Cortes

Resumo

O consumo de carne ovina pela população ainda não é frequente como o consumo de outras carnes como de frango e bovinos, muitos fatores impedem essa espécie ser mais frequente no prato dos brasileiros como o preço, costumes, logística entre outros. O Rio Grande do Sul detinha a posição de maior produtor de ovinos do país quando a crise da lã passou a afetar essa produção, uma vez que o estado produzia principalmente raças com aptidão para lã, dessa forma o número de animais caiu bem como a comercialização da carne. Sendo assim, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o consumo de carne ovina pela comunidade acadêmica da Universidade Federal do Pampa, campus Dom Pedrito, bem como entender quais fatores podem estar afetando o aumento no consumo de carne ovina e de quais formas há preferência para o consumo dessa carne. Para isso, um questionário de múltipla escolha foi elaborado e enviado para estudantes e profissionais da comunidade acadêmica da Unipampa Dom Pedrito através das mídias sociais. O questionário possuía perguntas referentes à faixa etária, gênero, zona de residência, rendimento familiar, atividade exercida na Unipampa (estudante ou profissional), consumo de carne em geral e consumo específico da carne ovina. Foram obtidas 51 respostas, com as quais foi montado um banco de dados e os resultados após tabulados foram apresentados em proporções de respostas (%). Os resultados obtidos demonstraram que 58,8% da população avaliada tem entre 19 e 25 anos, 25,5% entre 26 e 40 anos, 13,7% acima de 40 anos e 2% menor que 18 anos, 60,8% dos entrevistados são do sexo feminino enquanto 39,2% são do sexo masculino. Quanto ao local de residência, 13,7% dos entrevistados moram na zona rural enquanto 86,3% moram na zona urbana. Quanto ao total do rendimento familiar, 58,8% recebe entre 1001,00 a 5000,00, 21,6% até 1000,00, 13,7% de 5001,00 a 10.0000,00 e 5,9% acima de 10.000,00. 96,1% dos entrevistados são estudantes do campus enquanto 3,9% são profissionais. Dos entrevistados 80,4% consomem carne ovina enquanto 19,6% não consome, quando perguntados sobre a frequência do consumo de carne ovina 27,5% dos entrevistados responderam que consomem uma vez no mês, 21,6% consome a cada 15 dias, 17,6% não consome, 13,7% uma vez a cada 6 meses, 11,8% consome uma vez na semana e 7,8% uma vez ao ano. Quando perguntados sobre os locais onde consomem carne ovina 56,9% responderam que consome em casa, 13,7% em casa de amigos e familiares, 5,9% em festas e 5,9% em restaurantes, sendo que 43,1% compra de carne ovina de algum conhecido que possui criação de ovinos, 39,2% não compra, 5,9% compra em supermercados 7,8% em açougue e 3,9% em boutiques de carne. Quanto ao corte ovinos preferido 45,1% prefere costela, 19,6% pernil, 7,8% paleta, 5,9% carré e 21,6% prefere outro corte. Os entrevistados quando perguntados sobre a opinião quanto a carne ovina, 58,8% responderam achar mais saborosa em relação a outras carnes, 23,5% acredita ser mais cara que outras carnes e 17,6% não consome, nenhum dos entrevistados acredita que a carne ovina seja mais saudável em relação a outras carnes, e por fim quando perguntados sobre quais fatores os impedem de consumir a carne ovina mais frequentemente 45,1% respondeu ser devido ao preço da carne, 25,5% respondeu ser devido à baixa acessibilidade na hora de encontrar os cortes, 19,6% respondeu ser devido à dificuldade de montar pratos com a carne e 9,8% disseram não gostar do sabor. Todas essas questões são fundamentais para que possa-se entender o comportamento dos consumidores e possíveis consumidores da carne e analisar de que forma pode-se estimular o consumo e comercialização. Um dos pontos cruciais no impedimento de um mercado forte na ovinocultura é a clandestinidade, há ainda um grande percentual de abates clandestinos que passam ilesos pela fiscalização precária, dificultando o controle da movimentação e abates. Isso é fomentado por muitos consumidores que não possuem preocupação com a procedência do produto que estão adquirindo, na pesquisa realizada 43,1% dos entrevistados afirmou que adquire carne através de conhecidos que sejam produtores de ovinos. Além disso, como foi constatado, nenhum dos entrevistados acredita que a carne ovina seja mais saudável em relação a outras carnes, de forma geral muitas pessoas acreditam que essa carne possa ser menos saudável, ou que o conteúdo de ácidos graxos possa ser maior e que esse possa não contribuir a uma boa alimentação, fatores esses que não são sustentados pela ciência. Conclui-se portanto que 80,4% da comunidade acadêmica da Unipampa campus Dom Pedrito que respondeu a pesquisa consome carne ovina, a maior parte desses entrevistados (27,5%) consome uma vez ao mês e a origem dessa carne, em sua maioria, (43,1%) de um conhecido. Os fatores que mais influenciam no baixo consumo de carne ovina dessa população entrevistada são respectivamente preço, dificuldade em encontrar cortes, dificuldade em montar pratos com a carne e por fim o sabor.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
BARCHET, F.; DAMÉ DOS SANTOS, C.; DUTRA DE SOUZA, R.; EDUARDA PIENIZ HAMERSKI, M.; JULIANA ADORIAN, T. AVALIAÇÃO DO CONSUMO DE CARNE OVINA PELA COMUNIDADE ACADÊMICA DA UNIPAMPA CAMPUS DOM PEDRITO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.