ANÁLISE DO CONSUMO DE CARNE SUÍNA PELA COMUNIDADE ACADÊMICA DA UNIPAMPA CAMPUS DOM PEDRITO RS

  • Carina Damé dos Santos
  • Fernanda Marchezan Barchet
  • Maria Eduarda Pieniz Hamerski
  • Ravine Dutra de Souza
  • Taida Juliana Adorian
Rótulo Carne, suína, Consumo, Demanda, Oferta

Resumo

A carne suína vem cada vez mais ganhando espaço no mercado brasileiro devido ao aumento crescente do valor da carne bovina e a queda do poder aquisitivo da população em consequência da pandemia de Covid-19 que se instalou a partir de 2020. À vista disso, o objetivo deste trabalho foi analisar o consumo de carne suína pela comunidade acadêmica da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), campus Dom Pedrito - RS. Para isso, foi elaborado um questionário de múltipla escolha e enviado para estudantes e profissionais da comunidade acadêmica da Unipampa Dom Pedrito através das mídias sociais. O questionário continha perguntas referentes à faixa etária, gênero, zona de residência, rendimento familiar, atividade exercida na Unipampa (estudante ou profissional), consumo de carne em geral e consumo específico da carne suína, onde perguntou-se a frequência de consumo, local habitual de consumo, local de compra, corte preferido e possíveis motivos que impedem a ingestão da carne suína, bem como foi questionado se esta carne é mais saborosa e saudável que outras carnes. Foram obtidas 51 respostas, com as quais foi montado um banco de dados e os resultados após tabulados foram apresentados em proporções de respostas (%). Os resultados obtidos mostram que 58,8% dos entrevistados têm entre 19 e 25 anos, 25,5% entre 26 e 40 anos, 13,7% mais de 41 anos e 2% menor de 18 anos, sendo que 60,8% se identificam com o gênero feminino e 39,2% masculino. Quanto à zona de residência, os resultados mostram que 86,3% dos entrevistados vivem na zona urbana, enquanto que apenas 13,7% na zona rural. Quanto ao rendimento familiar, 58,8% possuem renda de R$1.001,00 a R$5.000,00, 21,6% até R$1.000,00, 13,7% de R$5.001,00 a R$10.000,00 e 5,9% mais de R$10.000,00. Atividade exercida, 96,1% disseram ser discentes da Unipampa e 3,9% profissionais. Quanto ao consumo de carne em geral, 100% disseram que consomem carne. Carne suína, 23,5% não consomem e 76,5% consomem, sendo que a frequência de consumo é de uma vez/mês para 23,5% dos entrevistados, , 23,5% consomem uma vez/semana, 13,7% duas vezes ou mais/semana e 9,8% a cada quinze dias. A maior parte deste consumo é realizada em casa (72,5%), sendo apenas 3,9% em festas e na casa de amigos. Compram a carne suína em supermercado 51%, com conhecidos que têm criação 13,7%, em açougues 3,9% e em boutique de carnes 3,9%. Consideraram a carne suína mais saborosa que outras carnes 51%, mais saudável 19,6% e mais cara 9,8%. Quanto aos cortes suínos, 27,5% preferem lombo, 21,6% costela, 21,6% bisteca e 9,8% pernil. Em relação a motivos que impedem o consumo mais frequente da carne suína, 31,8% disseram acessibilidade de encontrar cortes de preferência, 25% dificuldade em realizar a preparação do mesmo, 15,9% preço e 11,4% não gostam do sabor. Sobre a errônea crença da carne suína possuir mais colesterol e ser mais gorda que outras carnes, 64,7% disseram não acreditar e 35,3% sim. Considerando que a maior parte (96,1%) das respostas veio de discentes da Universidade e destes, 58,8% são jovens entre 19 e 25 anos, 60,8% são do gênero feminino, 86,3% residem na zona urbana e 58,8% possuem renda familiar de R$1.001,00 a R$5.000,0 e levando em conta que de 100% das pessoas que responderam o questionário, 100% consomem carne e 76,5% consomem carne suína, constata-se que a grande maioria, entre homens e mulheres, jovens, residentes da zona urbana, possui o hábito de consumir esta carne e ainda, 51% consideram a carne suína mais saborosa que outras carnes, mas ao analisarmos a frequência de consumo e verificar que apenas 13,7% consomem mais que duas vezes na semana e 23,5% uma vez na semana, entendemos que apesar do consumo ser considerado elevado, não é tão constante, o que pode ser relacionado com a dificuldade de encontrar cortes de preferência (31,8%), tendo em vista que 27,5% preferem lombo, por exemplo, e a maioria (51%) adquire a carne suína em supermercados, ou associado ao fato de que 35,3% das pessoas, apesar de serem minoria, tendem a acreditar que a carne suína possui mais colesterol que outras carnes. Dessa forma, concluímos que o consumo de carne suína pela comunidade acadêmica da Unipampa campus Dom Pedrito é elevado, mas não é frequente.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
DAMÉ DOS SANTOS, C.; MARCHEZAN BARCHET, F.; EDUARDA PIENIZ HAMERSKI, M.; DUTRA DE SOUZA, R.; JULIANA ADORIAN, T. ANÁLISE DO CONSUMO DE CARNE SUÍNA PELA COMUNIDADE ACADÊMICA DA UNIPAMPA CAMPUS DOM PEDRITO RS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.