DESEMPENHO FORRAGEIRO DA AVEIA UCRANIANA SOB DOSES DE NITROGÊNIO EM SUCESSÃO À SOJA

  • Artur Cigaran Pinto
  • Julia Pasa Brandt
  • Lueli Fernandes Bragança
  • Bruno Nunes Cerutti
  • Deise Dalazen Castagnara
Rótulo Terras, baixas, Produtividade, Adubação

Resumo

O cultivo de forrageiras em sistema integrado com lavouras de arroz é tradicionalmente restrito ao azevém. No entanto, outras forrageiras também vêm ganhando espaço e mostrando terem potencial produtivo, como a aveia Ucraniana por exemplo, especialmente se cultivada em integração e sucessão a soja. O potencial produtivo dessa forrageira pode ser potencializado com o uso da adubação com nitrogênio (N), que é fundamental na produtividade e desenvolvimento de plantas forrageiras. Assim, objetivou-se com este trabalho estudar o desempenho forrageiro da aveia Ucraniana implantada em terras baixas em sucessão à lavoura de soja e sob diferentes doses de N. Adotou-se o delineamento experimental em blocos inteiramente casualizados, com cinco repetições e quatro aplicações de adubação nitrogenada. As aplicações foram realizadas com diferentes doses de N: 0; 50; 10 e 150 kg/ha. A semeadura obteve adubação de base indicada pela análise de solos e a adubação de cobertura foi aplicada na fase v3 da planta, ou seja, fase de perfilhamento. Quando a cultura atingiu altura ideal e desejada para o pastejo iniciaram-se as avaliações, as quais foram repetidas três vezes com intervalos aproximados de 35 dias. Foi avaliada a produção de matéria seca da forragem (PMSF). As amostras da forrageira eram coletadas dentro dos limites de um quadro metálico (0,25m²) de área conhecida. Após a coleta das amostras, as mesmas eram postas em sacos de papel com a identificação condizente ao bloco. Em seguida eram encaminhadas para o laboratório, onde eram colocadas em uma estufa a 55°C por 72h. Por fim iniciavam-se os processos seguintes para a determinação de matéria seca da forrageira. Os dados obtidos das amostras, foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas por análise de regressão. No primeiro ciclo de avaliações, a produção de forragem da aveia Ucraniana apresentou resposta linear crescente às doses de N (Y1= 5,6863x + 1437,3; R² = 0,90), com aumento de 5,68 kg de matéria seca para cada kg de N aplicado. No segundo ciclo de avaliações, a resposta também foi linear (Y2 = 12,718x + 1294,6; R² = 0,99) porém, com incremento mais expressivo na produção de matéria seca, gerando aproximadamente 13 kg de MS de forragem para cada kg de N aplicado. No último ciclo de avaliações a aveia foi menos responsiva ao N e a resposta à adubação foi quadrática (Y3= -0,09x2 + 16,641x + 1168,9; R² = 0,80), com aumento de PMSF somente até a dose de 92kg/ha de N e posterior redução da PMSF. Estes resultados confirmam o potencial produtivo da aveia Ucraniana para as condições da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, cujo solo é classificado como terras baixas, ou seja, propício para a cultura do arroz. Ainda, seu cultivo em sucessão à lavoura de soja pode ter potencializado os efeitos da adubação nitrogenada, uma vez que a soja é uma leguminosa e seus resíduos culturais possuem expressivos teores de nitrogênio na sua composição. Ainda o comportamento produtivo da aveia ao longo das avaliações está relacionado com o ciclo da cultura, pois nos dois primeiros ciclos de avaliações a cultura encontrava-se no estágio vegetativo, ou seja, com intensa produção de folhas. O terceiro ciclo coincidiu com a entrada da aveia na fase reprodutiva, onde as plantas cessam a produção de folhas e emitem a inflorescência, visando a produção de sementes e perpetuação das espécies, desta forma, cessando o acúmulo de matéria seca na forma de forragem. A adubação nitrogenada até a dose de 150 kg/ha de N potencializa a produção forrageira da aveia Ucraniana até que as plantas entrem na fase reprodutiva.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
CIGARAN PINTO, A.; PASA BRANDT, J.; FERNANDES BRAGANÇA, L.; NUNES CERUTTI, B.; DALAZEN CASTAGNARA, D. DESEMPENHO FORRAGEIRO DA AVEIA UCRANIANA SOB DOSES DE NITROGÊNIO EM SUCESSÃO À SOJA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.