FREQUENCIA DE UTILIZAÇÃO DE ANTIMICROBIANOS NA ROTINA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO VETERINÁRIO DA UNIPAMPA

  • Débora Côrtes Garcia
  • Géssica Stefanni Soares Marques
  • Irina Lubeck
  • Tainã Normanton Guim Schmitt
  • Marilia Teresa De Oliveira
Rótulo Antimicrobianos, Resistencia, bacteriana, pequenos, animais

Resumo

Os antimicrobianos são fármacos que mudaram o curso dos tratamentos de doenças infecciosas causadas por bactérias. O uso de antibióticos em animais vem crescendo em larga escala no cenário veterinário ao longo dos anos. A preocupação em torno da utilização dessa classe de medicamentos, é causada pela possibilidade de desenvolvimento de microrganismos multirresistentes, os quais acarretam grandes prejuízos para a comunidade médica e veterinária. O presente trabalho tem por objetivo identificar a frequência com que as terapias antimicrobianas são instituídas para o tratamento de diferentes afecções em cães e gatos, bem como avaliar quais são as classes de antimicrobianos mais utilizados na rotina clínica do Hospital Universitário Veterinário da UNIPAMPA (HUVet - UNIPAMPA). O trabalho foi realizado por meio da coleta de dados em todos os prontuários médicos de caninos e felinos atendidos no HUVet - UNIPAMPA, no ano de 2019, identificando dados como espécie, sexo, e qual terapia antimicrobiana foi realizada. Um total de 672 prontuários foram analisados, dentre eles, 585 caninos (585/672 - 87%) e 87 felinos (87/672 - 12%). O número de machos foi de 279 (279/672 - 42%) e fêmeas 393 (393/672 - 58%). Dos 672 pacientes atendidos no ano de 2019, 398 (398/672 - 59%) não fizeram uso de antimicrobianos em seu tratamento, e 274 (41%) utilizaram. O antibiótico mais utilizado foi ampicilina (100/274 36%), seguido de enrofloxacina (43/274 15%). Os pacientes que receberam apenas um antimicrobiano durante o tratamento foram 237 (237/274 - 86%), enquanto 37 (37/274 - 13%) receberam dois ou mais antimicrobianos diferentes. Os outros antimicrobianos utilizados foram Penicilina Benzatina (30/274 10%), Cefalexina (29/274 - 10%), Cefalotina (28/274 - 10%), Amoxicilina + Clavulanato de potássio (28/274 - 10%), Amoxicilina (11/274 - 4%), Sulfadiazina + Trimetoprim (9/274 - 3%), Gentamicina (9/274 - 3%), Metronidazol (8/274 - 3%), Rifamicina (6/274 - 2%), Tobramicina (4/274 - 1%), Ceftriaxona (4/274 -1%), Neomicina (2/274 0,7%), Sulfadiazina (2/274 0,7%) e Doxiciclina (1/274 0,3%). A frequência de utilização de antimicrobianos relacionados a procedimentos cirúrgicos foi maior (177/274 65%) se comparado com utilização terapêutica (91/274 35%). Dos 177 casos onde antimicrobianos foram relacionados a procedimentos cirúrgicos, 151 foram de utilização profilática e em 26 casos os animais continuaram recebendo a terapia antimicrobiana após o procedimento. É possível concluir que 41% dos pacientes atendidos no ano de 2019 foram tratados com antibioticoterapia, e que 65% das prescrições de antimicrobianos estiveram relacionadas a procedimentos cirúrgicos e suas complicações pós operatórias. Dentre as classes de antimicrobianos utilizados as Penicilinas foram as mais frequentemente empregadas, representadas pela Ampicilina. Os dados preliminares desse estudo trouxeram o panorama geral sobre o uso dos antibióticos no hospital em questão, no entanto, a análise de outros fatores determinantes para realização de antibioticoterapia racional se faz necessário, na tentativa de contribuir para tratamentos mais adequados, minimizando a ocorrência de resistência bacteriana, problema cada vez mais presente no âmbito da saúde única.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
CÔRTES GARCIA, D.; STEFANNI SOARES MARQUES, G.; LUBECK, I.; NORMANTON GUIM SCHMITT, T.; TERESA DE OLIVEIRA, M. FREQUENCIA DE UTILIZAÇÃO DE ANTIMICROBIANOS NA ROTINA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO VETERINÁRIO DA UNIPAMPA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.