REFLEXOS DA PANDEMIA DA COVID-19 NO ENSINO DA MEDICINA VETERINÁRIA - PERCEPÇÕES DOS ACADÊMICOS

  • Vitória de Souza Matheus
  • Pietra Viero Tier
  • Irina Lubeck
  • Claudia Acosta Duarte
  • Carolina Kist Traesel
Rótulo Ensino, medicina, veterinária, Atividades, ensino, remoto, superior

Resumo

A pandemia da COVID-19 levou à adoção global de estratégias que visavam o contingenciamento da circulação do agente infeccioso, como a restrição no deslocamento e circulação de pessoas, proibição de aglomerações, quarentena e testagem para viajantes e a suspensão das atividades de ensino. A Unipampa, acompanhando a tendência mundial e nacional, ofertou alguns semestres letivos via ensino remoto. Todos os cursos, incluindo o de Medicina Veterinária, adaptaram o processo educativo com a oferta de atividades de ensino remotas (ARES). Assim, após três semestres de aulas na modalidade remota e sua manutenção por tempo indeterminado, com oferta de componentes curriculares com carga horária teórica e prática, nos cabe a análise do impacto dessa modalidade no ensino dos acadêmicos do curso, bem como, de suas percepções. O projeto está registrado no CEP e as análises foram realizadas através da aplicação de um questionário, via Google Forms, abordando o público alvo citado, com 38 perguntas abertas e de múltipla escolha, separadas em três seções, sendo elas: características pessoais e demográficas, avaliação da acessibilidade dos acadêmicos aos meios digitais e avaliação da percepção dos alunos acerca do seu desempenho acadêmico após o início da pandemia COVID-19 e sobre a possibilidade de implantação de ensino híbrido ou presencial. Até o momento, o formulário foi disponibilizado para 7 dos 10 semestres do curso, de 17 até 24 de setembro de 2021. O total de respostas foi de 180 discentes, sendo 33 (18,4%) do 1º semestre, 23 (12,8%) do 2º semestre, 4 (2,2%) do 3º semestre, 31 (17,2%) do 4º semestre, 15 (8,3%) do 5º semestre, 20 (11,1%) do 6º semestre, 22 (12,2%) do 7º semestre, 11 (6,1%) do 8º semestre, 12 (6,7%) do 9º semestre e 9 (5%) matriculados em mais de um semestre. Tendo uma média de 20 respostas/turma. Na sequência, apresentamos alguns resultados preliminares. Verificamos que, atualmente, 72 acadêmicos (40%) estão residindo em Uruguaiana-RS, 68 (37,8%) moram em outras cidades do Rio Grande do Sul e 40 (22,2%) em outros estados brasileiros. Dos participantes, 176 (97,8%) já foram imunizados contra o coronavírus, sendo que desses, 130 (73,4%) ainda não tomaram a 2ª dose da vacina e 47 (26,6%) já estão completamente imunizados. Com relação às perguntas da segunda seção, 100% dos participantes possuem algum dispositivo eletrônico para acompanhar as aulas e acesso à internet onde moram. Já, a respeito de terem acesso à internet quando retornarem à Uruguaiana, 94,4% afirmaram que sim e 5,6% que não. Em relação às perguntas da terceira seção, 121 (67,2%) já participaram do ensino de forma presencial. Desses, 79 (62,2%) afirmaram que tinham um aproveitamento muito bom (em uma escala de 1 a 5), 35 (27,6%) possuíam um bom aproveitamento e 13 (10,3%) tinham um aproveitamento regular a péssimo. Quando questionados quanto ao aproveitamento no ensino remoto, 49 (27,2%) afirmaram que estão tendo um péssimo aproveitamento, 52 (28,9%) que estão tendo um aproveitamento ruim, 63 (35%) pensam que estão tendo um aproveitamento regular e 16 (8,9%) estão tendo um aproveitamento bom/muito bom. Ainda, 168 respondentes (94,4%) acreditam terem sido prejudicados de alguma forma pelo ensino remoto. Quando questionados sobre quais os principais problemas associados as ARES, 158 (88,3%) afirmaram ser a dificuldade de concentração, 122 (68,2%) a sobrecarga de tarefas extraclasse, 91 (50,8%) pensam ser a conexão de internet, 75 (41,9%) acreditam ser a ausência de um espaço apropriado para estudar e assistir às aulas e outros problemas citados, como: falta de aulas práticas, desmotivação, cansaço mental e falta de foco, entre outros. Quando questionados a respeito de se sentirem seguros para um retorno híbrido, mantendo quarentena e todos os cuidados, 133 (75,1%) gostariam de iniciar o ensino presencial ou híbrido, 16 (9%) afirmaram que em partes, gostariam de frequentar as aulas, mas não o restaurante universitário, transporte público, etc., 12 (6,8%) em partes, gostariam de frequentar as aulas porém não têm condição de se manter na cidade durante todo o período de quarentena e aulas, 11 (6,2%) não acham possível um retorno nesse momento e 4 (2,4%) já residem em Uruguaiana e gostariam de iniciar o ensino híbrido. Quando questionados a respeito de terem condições de arcar com os EPIs necessários, 169 (94,9%) afirmaram que sim. Com esses resultados parciais, conseguimos perceber que a grande maioria dos discentes se sentiu prejudicado de alguma forma nesse período de pandemia com a instauração das ARES e deseja o retorno das aulas de forma presencial, ainda que na modalidade híbrida. Acreditamos que com o aumento na adesão de respostas por parte dos acadêmicos, bem como, da análise mais aprofundada das respostas, possamos auxiliar o curso no planejamento e condução das atividades presenciais. Adicionalmente, esperamos conhecer a percepção dos alunos quando as atividades remotas e seus impactos no ensino de Medicina Veterinária.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
DE SOUZA MATHEUS, V.; VIERO TIER, P.; LUBECK, I.; ACOSTA DUARTE, C.; KIST TRAESEL, C. REFLEXOS DA PANDEMIA DA COVID-19 NO ENSINO DA MEDICINA VETERINÁRIA - PERCEPÇÕES DOS ACADÊMICOS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.