AVALIAÇÃO DOS COMPOSTOS BIOATIVOS DA CASCA E BAGAÇO DA UVA PARA POTENCIAL APLICAÇÃO NA MICROENCAPSULAÇÃO: UMA BREVE REVISÃO

  • Fernanda Gubert de Souza
  • Fernanda Gubert de Souza
  • Ana Carolina Rubio Klein
  • Isac Gonçalves de Oliveira
  • Michaella Santos Fernandes de Almeida
  • Pietro Serraglio Figueiredo
  • Estevãn Martins de Oliveira
Rótulo Uva, Microencapsulação, Bioativos, Antioxidantes, Spray, Drying

Resumo

A uva é uma das frutas mais cultivadas em território brasileiro principalmente por conta do avanço na produção de vinhos nacionais, entretanto, também é amplamente utilizada na produção de sucos, geleias e outros produtos alimentares. O processo de vinificação gera o resíduo sólido conhecido como bagaço da uva que, por sua vez, é composto principalmente por casca, engaços, sementes e restos da polpa. De baixo valor agregado esse subproduto é direcionado, na maioria dos casos, para a alimentação de ruminantes, porém, estudos mostram que a casca da uva presente neste material possui grande número de compostos fenólicos. Esses compostos são constituídos por grupos benzênicos substituídos por grupamentos hidroxilas e seu potencial antioxidante pode trazer diversos benefícios à saúde humana, incluindo a prevenção de enfermidades como doenças cardiológicas, neurológicas e, principalmente, câncer. O processo de microencapsulação está se destacando cada vez mais, pois se apresenta como uma ótima alternativa para nutrição e suplementação alimentar, auxiliando na praticidade e em uma boa alimentação. Portanto, o objetivo deste trabalho é realizar uma revisão teórica a partir da literatura obtida em portais de pesquisa como Scielo, ScienceDirect e Google Scholar acerca da composição bioativa presente na casca do bagaço da uva e sua potencial aplicação na microencapsulação de bioativos. Os dados foram obtidos a partir do uso de palavras-chaves como compostos fenólicos na casca do bagaço da uva, bagaço da uva e "compostos bioativos na casca da uva com resultados fixados entre os anos de 2010 a 2021. Os estudos apontaram que os principais compostos fenólicos presentes na casca do bagaço da uva são os polifenóis, antocianinas, flavonóides, estilbenos e ácidos fenólicos. Sua capacidade antioxidante é favorecida por conta de seus radicais intermediários estáveis que possibilitam a não oxidação de ingredientes alimentares como os ácidos graxos e, estudos mostram que pode-se comparar a atividade antioxidante da casca da uva com a atuação da vitamina E na inibição da formação de radicais livres. Os compostos bioativos são sensíveis a fatores encontrados no meio, como o trato gastrointestinal, além de obterem baixa solubilidade em meio aquoso, ou seja, a microencapsulação destes compostos surge como alternativa para protegê-los e distribuí-los em quantidades adequadas. A mesma é definida como o empacotamento do material em questão, formando cápsulas que irão liberar seus conteúdos a taxas controladas e em condições específicas. Essa técnica tem sido aplicada em diferentes áreas, como por exemplo, cosméticos, indústrias farmacêuticas e especialmente indústrias de alimentos, encapsulando compostos bioativos, principalmente vitaminas, minerais e antioxidantes. Um dos métodos mais utilizados para esta técnica é a microencapsulação por spray drying, devido a sua facilidade de operação e custo benefício. A secagem por spray drying consiste em uma operação unitária, no qual o produto é transformado para o estado sólido em forma de pó, por meio de uma dispersão de gotículas do material em contato com um gás aquecido, no caso, o ar. Após o material seco, ele será encapsulado por microcápsulas que consiste como um filme protetor, isolando o material para não perder as suas devidas características. Logo, pode-se concluir que o resíduo da uva proveniente da vinificação contém atividade antioxidante e compostos bioativos de extrema importância para a saúde humana, e que através do método correto, apresenta potencial aplicação na microencapsulação, promovendo benefícios e segurança para a saúde do consumidor.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
GUBERT DE SOUZA, F.; GUBERT DE SOUZA, F.; CAROLINA RUBIO KLEIN, A.; GONÇALVES DE OLIVEIRA, I.; SANTOS FERNANDES DE ALMEIDA, M.; SERRAGLIO FIGUEIREDO, P.; MARTINS DE OLIVEIRA, E. AVALIAÇÃO DOS COMPOSTOS BIOATIVOS DA CASCA E BAGAÇO DA UVA PARA POTENCIAL APLICAÇÃO NA MICROENCAPSULAÇÃO: UMA BREVE REVISÃO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.