EXTRATOS DE RESÍDUOS AGROINDUSTRIAIS RICOS EM ANTIOXIDANTES COMO FONTES DE ADITIVOS NATURAIS

  • Luiza Gonçalves
  • Isac Gonçalves de Oliveira
  • Luisa Bataglin Avila
  • Paula da Cruz Pedroso
  • Gabriela Silveira da Rosa
  • Marcilio Machado Morais
Rótulo Compostos, fenólicos, Métodos, conservação, Resíduos, bioativos, Embalagens

Resumo

A indústria de alimentos gera muitos resíduos, principalmente cascas e sementes de frutas, que podem ser utilizadas como matéria-prima na elaboração de novos produtos, especialmente por serem ricos em compostos bioativos. Com isso, é possível agregar valor a esse material que de outra forma seria descartado. Os compostos bioativos estão presentes em uma ampla gama nos alimentos, especialmente em frutas e hortaliças no qual destacam-se os compostos fenólicos (flavonóides, ácidos fenólicos, fenóis simples, cumarinas, taninos, ligninas e tocoferóis), conhecidos por sua ação antioxidante, podendo ser extraídos em técnicas clássicas já existentes, como por exemplo, a extração por maceração. Assim, os resíduos provenientes das cascas de frutas servem para a extração de compostos bioativos podendo ser promissores para o desenvolvimento de novos produtos, como fonte de aditivos naturais, fornecendo uma propriedade a mais e agregando valor. Nesse contexto, a jabuticaba (Plinia cauliflora), que é uma fruta de origem brasileira, é considerada uma potencial fonte de aditivos naturais, apresentando elevados teores de compostos fenólicos, como as antocianinas encontradas em sua casca. Ainda pode-se destacar o maracujá roxo (Passiflora edulis Sims), uma espécie subtropical que além de possuir excelentes propriedades organolépticas, é rico em minerais, vitaminas e compostos fenólicos, tornando este fruto uma boa fonte natural de antioxidantes e sua casca representa, um importante indicador do seu grau de maturação. Uma alternativa de reaproveitamento das cascas da jabuticaba e do maracujá pode ser a obtenção de extratos, os quais podem ser empregados nas mais diversas áreas, com destaque as indústrias alimentícia e farmacêutica. O processo de secagem envolve a redução do teor de água do produto, fazendo com que o processo de armazenamento seja favorecido uma vez que há preservação da qualidade do produto através da redução da atividade de micro-organismos causadores de deterioração em alimentos. A liofilização é considerada um dos melhores métodos de secagem, pois pode manter as propriedades sensoriais e nutricionais dos alimentos. O método consiste em congelar o produto e, em seguida, desidratá-lo por meio de um processo de sublimação, reduzindo assim o teor de água e minimizando a ocorrência da maioria das reações que levam à degradação do produto. Com base no exposto, o objetivo principal deste trabalho foi realizar uma comparação do potencial bioativo presente nos extratos da casca da jabuticaba (Plinia cauliflora) e da casca do maracujá roxo (Passiflora edulis Sims). Inicialmente, os frutos foram lavados e higienizados com solução de hipoclorito de sódio 3% e as suas cascas foram retiradas manualmente, congeladas, liofilizadas, moídas e peneiradas. Os extratos foram macerados em banho metabólico a 88 °C com agitação constante por 1 h. A mistura foi filtrada e o extrato aquoso foi analisado quanto ao teor de compostos fenólicos totais, utilizando o método de Folin-Ciocalteau, à atividade antioxidante pelo método DPPH e às antocianinas por método espectrofotométrico. Os extratos das cascas de jabuticaba e maracujá roxo apresentaram, respectivamente, para fenóis totais: 199,34 mg GAE g-1 e 32,11 mg GAE g-1, atividade antioxidante 81,00% e 89,83% , e para antocianinas 746 mg C-3-G. (100 g)-1 e 57,44 mg C-3-G (100 g)-1 . Diante dos resultados apresentados, foi possível comprovar a presença de compostos bioativos em ambos extratos em quantidades interessantes com elevada atividade antioxidante. Sendo assim, os mesmos configuram-se como promissores para aplicação no desenvolvimento de novos produtos, como por exemplo, filmes biodegradáveis com potencial ativo para uso em aditivos naturais e com propriedades antioxidantes e antimicrobianas.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
GONÇALVES, L.; GONÇALVES DE OLIVEIRA, I.; BATAGLIN AVILA, L.; DA CRUZ PEDROSO, P.; SILVEIRA DA ROSA, G.; MACHADO MORAIS, M. EXTRATOS DE RESÍDUOS AGROINDUSTRIAIS RICOS EM ANTIOXIDANTES COMO FONTES DE ADITIVOS NATURAIS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.