PRECONCEITO LINGUÍSTICO: INSTITUTO EDUCACIONAL E JOVENS.

  • Rebeca Belmont
  • Priscylla Pirasol de Carvalho Marchioni
Rótulo Preconceito, Linguístico, Jovens, Educação, Escola

Resumo

O preconceito linguístico, ao longo dos anos, vem mostrando cada vez mais a importância da sua conscientização. Entretanto, quando se diz que há esse preconceito na faixa etária de jovens e adolescentes no país, é notório pelas reações e expressões fajutas que esse assunto se torna um tabu na sociedade moderna. Dessa forma, o presente artigo tem como objetivo apresentar e desmistificar a possível realidade que eles enfrentam. Nesse sentido, esta pesquisa se utilizou da metodologia de pesquisas quantitativo-descritivas, a partir das quais foi elaborado um questionário online voltado a jovens na faixa etária de 15 a 20 anos com perguntas, como por exemplo: Qual sua idade?, Você já sofreu preconceito linguístico em ambiente escolar?, Você acredita que o preconceito linguístico entre jovens no país é um tabu social?, dentre outras questões pertinentes. Nesse mesmo questionário, foram recebidas cerca de 20 respostas de jovens na faixa etária de 13 a 20 anos, tendo dessa forma, um resultado pertinente ao assunto aqui abordado, sendo assim, possível afirmar a tese em questão. Por conseguinte, também foram utilizadas pesquisas qualitativas fundamentadas em sua maioria pelos linguistas Marcos Bagno e Ferdinand de Saussure, usufruídas de artigos, livros e vídeos condizentes ao preconceito linguístico e linguística. Sendo assim, pode-se afirmar, então, de acordo com as respostas do questionário online, que 70% dos jovens já sofreram preconceito linguístico, seja entre seus amigos, escola, ou até mesmo em casa e se sentiram mal com as colocações que essas pessoas os fizeram. Contudo, segundo as respostas obtidas, a escola é o ambiente que apresenta o maior índice de preconceito linguístico, pois pela falta de incentivo e preparatórios a respeito do tema para todos os professores do país, sem distinção de área de graduação, atuante ou não da profissão, a sua maioria não consegue de fato ensinar e conscientizar o conteúdo com total veracidade, pois simplesmente, não estão preparados pelo Governo. Posto isso, é questionável a forma como o Ministério da Educação recomenda aos professores a forma como se trata o preconceito linguístico em classe. Fomentando, dessa forma, que somente o aluno que tem a língua e a fala correta é capaz de ir bem na vida e aquele que possui a mesma condição inteligível não terá o mesmo desempenho por não ser falante de uma variedade de prestígio. Destarte, é necessário que haja além da conscientização, não somente aos jovens como também aos adultos, que, a escola, principal meio de vivência desses jovens, ofereça a eles práticas que promovam o combate ao preconceito linguístico e forneçam aos professores meios alternativos de ensino da norma culta, mas que, paralelamente, não cometa preconceito linguístico.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
BELMONT, R.; PIRASOL DE CARVALHO MARCHIONI, P. PRECONCEITO LINGUÍSTICO: INSTITUTO EDUCACIONAL E JOVENS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.