COMO NOSSO CÉREBRO APRENDE UMA LÍNGUA

  • Nádia dos Santos
  • Nadia Carolina Chrispim dos Santos
  • Simone Silva Pires De Assumpcao
Rótulo Neurociência, Cérebro, Aprendizagem, Línguas

Resumo

O presente resumo refere-se a um Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação que está em andamento. Nossa pergunta norteadora é como o cérebro aprende uma língua adicional. O cérebro é um órgão extremamente complexo. Até hoje não se conhece todas as suas funções. Entretanto, com o passar dos anos, novas técnicas surgiram, deixando para trás métodos invasivos ou post mortem. Atualmente, com as imagens produzidas por técnicas como a Tomografia e a Ressonância Magnética, foi possível compreender melhor tanto a constituição física do cérebro quanto os processos mentais e neuronais envolvidos na aprendizagem. Esta pesquisa buscou utilizar, portanto, a seguinte metodologia de trabalho: a) investigar como o cérebro aprende uma língua adicional, por meio de revisão bibliográfica; b) identificar qual teoria de aquisição da linguagem está em maior conformidade com os modernos estudos de neurociência; c) fazer um levantamento dos estudos do cérebro que tratam da aquisição de uma língua adicional no Brasil, nos portais de pesquisa acadêmica disponíveis na internet. Entre os resultados iniciais da pesquisa, podemos citar que a neurociência divide o córtex cerebral em quatro lobos responsáveis por funções específicas: lobo frontal (planejamento e execução de movimentos), lobo occipital (processamento visual), lobo parietal (integração de estímulos auditivos e visuais, percepções espaciais e informações dos cinco sentidos) e lobo temporal (capacidade de sintetizar e compreender sons). Ao aprender uma língua, primeiramente ouvimos, em seguida começamos a imitar os sons e logo tentamos nos expressar. Todas essas tarefas envolvem diversas funções mentais complexas que podem ter um impacto positivo ou negativo na aprendizagem, como a emoção, a atenção e a memória. Uma emoção positiva, por exemplo, pode despertar a atenção e facilitar o armazenamento na memória. Nesse sentido, pode-se dizer que há, basicamente, dois grandes grupos de teorias complementares que tentam explicar o comportamento humano e a aprendizagem: o primeiro privilegia o ambiente (behaviorismo, aculturação, sociocultural, etc.), enquanto o segundo estuda os mecanismos cognitivos (gramática universal, hipótese de compreensão, conexionismo, etc.). Espera-se, com a conclusão desta pesquisa, auxiliar professores a selecionarem ou desenvolverem estratégias de ensino que levem em consideração o conhecimento atual da neurociência e que valorizem os múltiplos aspectos envolvidos na aprendizagem de uma língua adicional, sejam eles cognitivos, afetivos ou sociais.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
DOS SANTOS, N.; CAROLINA CHRISPIM DOS SANTOS, N.; SILVA PIRES DE ASSUMPCAO, S. COMO NOSSO CÉREBRO APRENDE UMA LÍNGUA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.