INVESTIMENTOS EM INOVAÇÃO E DEPÓSITO PATENTÁRIO NO INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL

  • Katia Calça
  • Mitali Daian Alves Maciel
  • Alessandra Garcia Machado Nunes
  • Carolina Freddo Fleck
  • João Garibaldi Almeida Viana
Rótulo Inovação, Investimentos, públicos, empresariais, Depósitos, pedidos, patentes, INPI

Resumo

O tema desse estudo consubstancia-se na gestão da inovação, no sentido de responder o seguinte problema de pesquisa: de que forma os investimentos em inovação no Brasil refletem nos depósitos de pedidos de patentes no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI)? Justificando-se na medida que seus resultados possibilitam um repensar dos esforços em pesquisa e desenvolvimento nas empresas e nas políticas públicas em inovação para os próximos anos. Assim, o objetivo é analisar a relação entre os investimentos públicos e empresariais em inovação no Brasil e os depósitos de pedidos de patentes no INPI, no período de 2000 a 2017. Metodologicamente, a pesquisa é quantitativa, descritiva, utilizando o método de levantamento de dados. Os dados foram coletados através do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e do INPI. Foram tratados através da estatística descritiva e inferencial, obtendo como resultados uma média de investimentos públicos no valor de R$ 36 bilhões, média dos investimentos empresariais de R$ 33 bilhões e média de 26.513 depósitos de patentes, neste período. As variáveis "investimentos públicos e empresariais", "investimentos públicos e depósitos de patentes", bem como "investimentos empresariais e depósitos de patentes" são positivamente correlacionadas com alta intensidade. Empregando a regressão, constatou-se que há relação linear entre depósitos de patentes e investimentos públicos, assim como em relação aos depósitos de patentes e investimentos empresariais. Desse resultado, pode-se inferir que é necessário o investimento de R$ 2,5 milhões para o desenvolvimento de um invento, pelo setor público, a ponto de ter um pedido de patente depositado no INPI, assim como de R$ 2,1 milhões pelo setor privado, para atingir esse mesmo propósito. Entretanto, seria necessário analisar tais variáveis considerando o tempo despendido entre o investimento em inovação feito e o depósito de patente, nesse sentido entende-se que há uma limitação no estudo pela impossibilidade de identificação do dado, para cálculo da defasagem, na literatura científica. Em geral, constatou-se que de 2000 para 2017, houve crescimento dos investimentos públicos em 47%, dos investimentos empresariais em 43% e dos depósitos no INPI em 72%. Cabe ressaltar que 73% dos depósitos são de estrangeiros ou não residentes no Brasil, o que demonstra que o desenvolvimento de patentes depende de investimentos exógenos, revelando que os investimentos feitos no país não são suficientes para um número de depósitos de pedidos de patentes mais significativo que possibilite de fato com que o Brasil saia da dependência de inovações importadas de outros países ou criem novos processos e produtos de alta tecnologia, possibilitando maior diversificação e agregação de valor nos produtos, rompendo com a deterioração dos termos de trocas com os países desenvolvidos.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
CALÇA, K.; DAIAN ALVES MACIEL, M.; GARCIA MACHADO NUNES, A.; FREDDO FLECK, C.; GARIBALDI ALMEIDA VIANA, J. INVESTIMENTOS EM INOVAÇÃO E DEPÓSITO PATENTÁRIO NO INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.