É AQUI QUE EU APRENDO A SER HOMEM OU MULHER? O ESPAÇO ESCOLAR COMO FORMULADOR DE MASCULINIDADES E FEMINILIDADES

  • Crystian Oliveira
  • Jaqueline Carvalho Quadrado
Rótulo masculinidades, feminilidades, ambiente, escolar, educação

Resumo

Diversos são os espaços em que gênero e sexualidade são construídos, aprendidos, formulados e (re) produzidos. O ambiente escolar, além de ser o primeiro contato social que a criança tem depois do lar, é também o lugar em que as configurações de gênero são construídas para alunos/as na convivência e nas suas reproduções. Neste sentido, buscou-se, através de uma revisão bibliográfica, compreender de que modo o ambiente escolar é um formulador de masculinidades e feminilidades. Este estudo representa uma mostra da pesquisa que se encontra em andamento, com título O que a escola nos diz? Apontamentos etnográficos sobre gênero, sexualidade e currículo escolar. Esta situação convoca, mais uma vez, a continuar com a proposta de produzir conhecimentos a partir da escola, de verificar até que ponto a escola tem levado em consideração as especificidades dos direitos e a diversidade. Constata-se que, a formulação do espaço escolar se dá através das diversas leituras de mundo e realidades diferentes, sendo assim um espaço privilegiado, pois gera, neste sentido, saberes que são produzidos através destas relações de visões (BRAGA, CAETANO, RIBEIRO, 2018). Neste sentido, Louro (2008) afirma que, além de outras instituições como família e igreja, a escola também participa do processo de construção do gênero e da sexualidade na sociedade, sendo esses formulados por diversas práticas e aprendizagens, ou seja, há na convivência escolar a (re) produção dos sentidos construídos sobre os gêneros, sexualidades, as masculinidades e as feminilidades. Este ambiente também proporciona através de diversos elementos e mecanismos as relações de poder disciplinar (FOUCAULT, 2004), construindo sentido nas relações de poder desempenhadas e cultivadas pelos alunos. Estas relações se expressam em torno dos aspectos de gênero também, como reflexo do contexto social. Para Louro (2011), ao se pensar em gênero, podemos relacionar as feminilidades e masculinidades, que são construídas pelos diferentes momentos, em diferentes sociedades, sendo uma construção cultural inconclusa e, neste sentido, se expressa exatamente pela pluralidade dessas elaborações. Ademais, a escola possui esse perfil de oportunizar, na convivência, as relações com diversos modos de viver, ver e se relacionar com o mundo e, observando como são construídas e reproduzidas as construções de gênero, podemos refletir que além dos conteúdos pertencentes ao currículo, a escola é um espaço dessa (re) formulação dos conceitos e vivências de masculinidades e feminilidades. Portanto, é necessária que além de oportunizar espaços que permita ao alunado performatizar as diversas formas de ser e existir, a escola precisa não assumir as pedagogias do gênero e sexualidade hegemônicas que disciplina e normatiza dos corpos que estão dentro dela (LOURO, 2000).

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
OLIVEIRA, C.; CARVALHO QUADRADO, J. É AQUI QUE EU APRENDO A SER HOMEM OU MULHER? O ESPAÇO ESCOLAR COMO FORMULADOR DE MASCULINIDADES E FEMINILIDADES. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.