COMPARAÇÃO DE DOIS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS EM TURMA DE ENSINO MÉDIO NA DISCIPLINA DE QUÍMICA EM UMA ESCOLA DE URUGUAIANA/RS

  • Carlos Fagundes
  • Daisy de Lima Nunes
  • Priscila Nunes Paiva
  • Rafael Roehrs
Rótulo Jogos, Avaliação, Química

Resumo

Ao entrarmos em uma sala de aula para mediar o processo de ensino e aprendizagem, é essencial que tenhamos consciência que cada um dos discentes que compõem a turma, possuem singularidades e diferentes formas de aprender e expressar suas aprendizagens. Para que todos os estudantes tenham a possibilidade de construir novos conhecimentos sendo respeitadas suas individualidades, o educador deve variar metodologias, recursos e instrumentos de avaliação. Este trabalho tem como objetivo relatar e refletir sobre uma atividade avaliativa desenvolvida pela professora regente e um estagiário do curso de Licenciatura em Ciências da Natureza, UNIPAMPA, Campus Uruguaiana com uma turma de 3º ano do Ensino Médio, na modalidade de Educação de Jovens e Adultos de uma escola pública da cidade de Uruguaiana em 2018, no componente curricular de Química. Como forma de motivar e dinamizar o processo de ensino e aprendizagem propomos o desenvolvimento de uma atividade onde os próprios discentes pudessem perceber a importância de utilizarmos diferentes estratégias de ensino, aprendizagem e avaliação. Inicialmente foi aplicado um questionário estruturado, com o objetivo de investigar os conhecimentos prévios dos discentes sobre Química Orgânica. No dia de realização da avaliação, a turma foi separada em dois grupos; um dos grupos realizou uma prova tradicional e o outro uma avaliação através de um jogo, onde em um tabuleiro os alunos traçaram seus caminhos avançando casas a cada acerto e mantendo-se onde se encontrava quando errava. Após 50 minutos, os grupos trocaram de atividade. Na aula seguinte foi proposta a conclusão da atividade avaliativa a partir de uma roda de conversa entre os estudantes e os professores. Os alunos relataram ter se engajado em realizar as atividades propostas muito mais com o jogo do que com a prova. Quando comparamos o questionário inicial de conhecimentos prévios, com as atividades avaliativas, observamos que em um primeiro momento o grupo que realizou a prova tradicional manteve seu resultado e o grupo que realizou a atividade lúdica apresentou resultados melhores. Já em um segundo momento, os grupos trocaram as atividades, o grupo que antes realizou a atividade lúdica apresentou resultados ainda melhores na prova tradicional e o grupo que antes realizou a prova tradicional apresentou resultados melhores na atividade lúdica. Após analisarmos e refletirmos sobre os resultados da atividade desenvolvida concluímos que a avaliação precisa ser compreendida pelos alunos e professores como um elemento integrador do processo de ensino e aprendizagem, e ainda como uma possibilidade de ajuste destes dois processos, superando a ideia de verificação ou classificação nas quais a responsabilidade em construir conhecimentos parece ser dever apenas do aluno. A atividade realizada após a avaliação de reflexão coletiva sobre as atividades desenvolvidas possibilitou aos alunos uma discussão sobre as diversas possibilidades de estudar e de avaliar.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
FAGUNDES, C.; DE LIMA NUNES, D.; NUNES PAIVA, P.; ROEHRS, R. COMPARAÇÃO DE DOIS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS EM TURMA DE ENSINO MÉDIO NA DISCIPLINA DE QUÍMICA EM UMA ESCOLA DE URUGUAIANA/RS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.