SER INGRESSANTE NA UNIVERSIDADE PÚBLICA EM TEMPOS PANDÊMICOS: O QUE PENSAM ALUNOS DO CURSO DE PEDAGOGIA SOBRE O ENSINO REMOTO

  • Isadora da Silva
  • Juliana Brandao Machado
Rótulo Ingressantes, Acesso, Ensino, Remoto

Resumo

O presente trabalho foi desenvolvido ao final da II Semana de Acolhida aos ingressantes da Pedagogia - Redes Pedagógicas: Os campos de atuação do/a Pedagogo/a, realizada na semana anterior ao início das Atividades de Ensino Remoto Emergencial (AEREs), atividades estas que são fruto da pandemia de Covid-19, com a suspensão das atividades presenciais de ensino, e integra o eixo de estudos e pesquisas sobre Ensino Superior no âmbito do PET Pedagogia da UNIPAMPA, Campus Jaguarão. 12ºTal investigação tem como objetivo compreender quais as concepções dos ingressantes sobre as AEREs, bem como suas possibilidades de acesso à rede, aos conteúdos e atuação dentro do curso. O instrumento de pesquisa foi elaborado a partir da ferramenta GoogleForms, com o total de 21 respondentes, e a análise dos dados se deu a partir de uma metodologia quantitativa-qualitativa, analisando os índices das questões fechadas com a recorrência das respostas abertas. Sendo assim, pretende-se analisar como os ingressantes pensam o curso nas AEREs, se possuem acesso à internet, em quais atividades de ensino, pesquisa e extensão consideram possível de se envolverem e quais fatores seriam impeditivos para a não participação. As discussões sobre as AEREs estão centradas no acesso aos dispositivos e à conexão de internet, que apesar de estarmos vivendo um contexto de inclusão digital e ubiquidade (SANTAELLA, 2013), sabe-se que muitos universitários dispõem de poucas - ou nenhuma - formas de acessar as atividades à distância. Em relação ao acesso dos alunos à internet, 95,8% possui acesso e 4,2% não possui; e durante a semana de acolhida, 50% teve um bom desempenho da conexão, 45,8% teve um desempenho mediano e 4,2% ruim. Quando questionado sobre como os alunos imaginam tal forma de ensino, a sensação de incerteza, medo, dificuldade ao utilizar plataformas e até de organização de tempo são as mais recorrentes. Também são apontadas enquanto necessidade as atividades de ensino com abordagens voltadas à teoria e a flexibilização dos prazos de entrega das aulas/atividades. A partir disso, em tempos de normalidade da excepção (SANTOS, 2020) percebe-se que os sentimentos que permeiam os estudantes do curso de Pedagogia são de dificuldade, pouca disponibilidade de tempo, necessidade de mais atividades formativas, incerteza e inexperiência. Tendo os fatores de tempo/acesso a dispositivos e à conexão como determinantes de participação dos alunos, conclui-se que devemos observar e discutir de forma aprofundada sobre o atual contexto do Ensino Superior, de modo que possamos considerar as necessidades de cada aluno, para assim estabelecermos perspectivas e práticas que possam promover o sucesso acadêmico e permanência dos mesmos na universidade, como um processo de vir a ser (FREIRE, 2010) dentro do espaço formativo.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
DA SILVA, I.; BRANDAO MACHADO, J. SER INGRESSANTE NA UNIVERSIDADE PÚBLICA EM TEMPOS PANDÊMICOS: O QUE PENSAM ALUNOS DO CURSO DE PEDAGOGIA SOBRE O ENSINO REMOTO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.