AS ELEIÇÕES PARA DEPUTADO FEDERAL NO DISTRITO ELEITORAL DO RIO GRANDE DO SUL: POR UMA GEOGRAFIA POLÍTICA DO VOTO.

  • Laura Schossler
  • Edson Romario Monteiro Paniagua
Rótulo COREDES, Geografia, voto, Estudo, caso

Resumo

Apresenta-se o relato de experiência da pesquisa em tela iniciada em agosto deste ano de 2020. O objetivo é compreender a territorialidade do voto e a competitividade eleitoral e a sua distribuição. A coleta de dados e a transferência para uma matriz são essências. Os dados são coletados no site do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul e a forma de organização foi feita a partir dos Conselhos de Desenvolvimento Regionais, COREDES, com suas respectivas cidades e os dados escolhidos: eleitorado; votos válidos; votos nominais; percentual. Dessa forma, foi confeccionada uma pasta no Excel com esses dados, para cada COREDE e ano e seguiu-se a coleta de dados. O caso definido foi do atual senador Luís Carlos Heizen. A definição, considerou a sua trajetória política eleitoral iniciada em 1992, que continuou de forma ininterrupta. Foram 05 mandatos para deputado federal (1998, 2002, 2006, 2010 e 2014). Na sequência (2018) eleito senador mais votado pelo RS. Como deputado federal, a partir do segundo mandato suas votações foram expressivas chegando aos primeiros lugares. Uma trajetória progressiva e consistente. Começamos a coleta e a transferência para a matriz e concluído os anos de 1998 e 2002. Realizamos nesse processo, o cálculo dos votos nominais, (candidato) divido pelos votos válidos, (totais para deputados) resultando no percentual do candidato em cada cidade de seu respectivo. No COREDE Fronteira Oeste, em 1998, obteve 37166; (votos válidos) e em 2002, 46.976 (votos válidos). Um aumento de 26,39%. No COREDE Vale do Jaguari em 1998, obteve 9.873, (votos válidos) em 2002, 26078 (votos válidos). Um aumento de 164,2%. Na cidade de São Borja, obteve em 1998, 20.706, (votos válidos) em 2002, 15.485, queda de 25,21%. Essa perda é recuperada em outras cidades. Em Uruguaiana, o candidato obteve em 1998, 306. (votos válidos) Em 2002, 2.659, aumento de 768,95%. Alegrete, 7.035 votos e em 2002, 14.322 votos, aumento de 103,58%. Esses dados traduzem uma candidatura competitiva local (São Borja) e regionalmente (COREDES), e o fortalecimento dos COREDES Fronteira Oeste e Vale do Jaguari e suas cidades, expressos pelas nas votações. O decréscimo em 2002 em São Borja, não significou a perda de sua hegemonia, continuando como base eleitoral. Emerge um território politico pela adjacência dos COREDES e suas cidades, para além da zona eleitoral do município em si.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
SCHOSSLER, L.; ROMARIO MONTEIRO PANIAGUA, E. AS ELEIÇÕES PARA DEPUTADO FEDERAL NO DISTRITO ELEITORAL DO RIO GRANDE DO SUL: POR UMA GEOGRAFIA POLÍTICA DO VOTO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.