VARIAÇÃO DO CLORO RESIDUAL LIVRE NO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DO INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA – CAMPUS ALEGRETE

  • Juliander dos Santos
  • Luciano de Oliveira
Rótulo cloro, residual, livre, variação, teor, abastecimento, água, tratada

Resumo

Ao compreender a água como um elemento finito e indispensável à manutenção da vida dos organismos do planeta Terra, e tornando-a objeto de estudo, pode-se analisá-la sob o viés da influência dos seres humanos na sua qualidade. Devido ao fato de que a água chega até à população nas cidades por meio dos sistemas de abastecimento, nos quais ela sofre diversos processos de tratamento, resolveu-se estudar mais especificamente o processo químico de desinfecção da água bruta do Instituto Federal Farroupilha Campus Alegrete (IFFarCA), por meio da verificação do teor de Cloro Residual Livre (CRL) na água tratada disponibilizada para o consumo da comunidade escolar. Essa ação foi uma das atividades realizadas no projeto de pesquisa intitulado Modelagem Matemática no sistema de abastecimento de água do IFFarCA: uma proposta interdisciplinar, desenvolvido nesse estabelecimento de ensino, com a finalidade de, a partir de estudos e modelos, elaborar propostas de melhoramentos no sistema. Sendo assim, o presente trabalho busca elucidar de que forma ocorreu a variação do teor de CRL na água tratada analisada e tem como objetivo apresentar e discutir a análise do teor de CRL do IFFarCA, bem como determinar a sua variação em um determinado período de tempo. Em relação a metodologia, foi dividida em três etapas: na primeira, foi definido o ponto de coleta de água para ser utilizado em todas as medições seguintes, do início até o final da experimentação, de forma a manter o padrão e possibilitar a comparação das análises; na segunda, que teve duração de 12 semanas, aproximadamente, foram coletadas amostras de água tratada a cada semana do período de experimentação, que eram submetidas à análise em aparelho denominado colorímetro, capaz de medir o teor de CRL, em miligramas por litro (mg/L), baseado na intensidade da cor da solução preparada com a amostra; na terceira etapa, os dados obtidos foram anexados a uma planilha para posterior análise e discussão, com os seguintes valores respectivos nas semanas: 0,30; 0,03; 0,44; 0,69; 0,07; 0,08; 0,10; 1,26; 0,68; 0,21; 0,12; 0,10. Ao realizar a comparação dos valores obtidos nas análises, pode-se verificar que o teor de CRL manteve-se entre 0,03 mg/L e 1,26 mg/L. Segundo a legislação vigente, é necessário que se mantenha, no mínimo 0,2 mg/L e no máximo 5 mg/L de CRL, em qualquer ponto da rede de distribuição, para que, caso ocorra alguma contaminação, o agente bactericida possa agir de forma eficaz. Sobre os dados, pode-se inferir que, em 6 semanas, a água tratada do IFFarCA apresentou um teor de CRL abaixo do valor mínimo recomendado. Entretanto, pelo fato de que a água bruta é proveniente de um manancial tipo poço artesiano, e que fica longe do perímetro urbano, a mesma é de boa qualidade, verificada por outros parâmetros analisados, apresentando baixíssimo índice de contaminação. Por isso, o baixo teor verificado em algumas análises não influenciou significativamente na qualidade da água tratada.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
DOS SANTOS, J.; DE OLIVEIRA, L. VARIAÇÃO DO CLORO RESIDUAL LIVRE NO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DO INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA – CAMPUS ALEGRETE. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.