SENSORIAMENTO REMOTO COMO FERRAMENTA DE RECONHECIMENTO DA CRATERA DO CERRO DO JARAU

  • Gabriel Porfirio
  • Nathalie Maiara de Melo Corrêa
  • Eliade Ferreira Lima
Rótulo Detecção, remota, Astroblemas, Tecnologia

Resumo

Astroblemas são estruturas formadas pelo impacto de um projétil cósmico grande e coeso que penetra na atmosfera terrestre com pouca ou nenhuma desaceleração e atinge o solo a uma velocidade próxima à sua velocidade cósmica original. Tal velocidade pode variar de 11km/s a 72 km/s. A forma da cratera de impacto depende principalmente das mudanças que ocorrem na cratera transitória durante o estágio de modificação, podendo ser classificada como: crateras simples e crateras complexas. Atualmente são reconhecidas cerca de 181 crateras em todo planeta. No Brasil são conhecidas 7 crateras de impacto e várias outras que possivelmente foram formadas pela colisão meteorítica, mas que ainda necessitam de estudos conclusivos. Uma das crateras reconhecidas é estrutura do Cerro do Jarau que está localizada no Estado do Rio Grande do Sul, próximo à fronteira com o Uruguai, a cerca de 105 Km da cidade de Uruguaiana. Uma das opções para se estudar a estrutura das crateras de impacto é sensoriamento remoto. Tal método é caracterizado como uma das tecnologias de maior confiabilidade para coleta automática de dados usados para pesquisar e monitorar recursos terrestres em escala global. Os dados são coletados remotamente sem qualquer forma de contato físico entre o sensor e o objeto, fornecendo informações geralmente relacionadas aos fenômenos dinâmicos e às mudanças nas características do terreno. Por meio desse reconhecimento são formadas imagens da superfície, em virtude da medição quantitativa da resposta da interação da radiação eletromagnética dos materiais. Ou seja, a luz reflete a superfície de qualquer objeto e produz a base para caracterização das imagens. Nesse sentido, o objetivo desta pesquisa mapear a formação da cratera meteorítica utilizando a plataforma Google Earth Engine (GEE) e dados da missão SRTM. A plataforma GEE combina vários petabytes de imagens de satélite e um catálogo de conjuntos de dados geoespaciais e tem uma função de análise planetária, permitindo que cientistas, pesquisadores e desenvolvedores a utilizem para detectar mudanças, mapear tendências e quantificar a superfície da Terra. Já os dados da missão SRTM foram obtidos por um radar (SAR) a bordo do ônibus espacial Endeavour, que adquiriu dados sobre mais de 80% da superfície terrestre, nas bandas C e X e fazendo uso da técnica de interferometria. O sistema contava com 2 antenas de recepção, separadas por um mastro de 60 metros, o que possibilitou a aquisição dos dados em uma mesma órbita. Para o estudo da cratera do Jarau já temos os dados de relevo do GEE e atualmente estamos na fase de seleção dos dados de relevo da região estudada na plataforma da missão SRTM. Até o momento foi possível verificar que entres os pontos de menor e maior relevo da cratera temos uma diferença de 200m. A resolução do SRTM nos fornecerá melhor resolução e consequentemente teremos uma mapa de superfícies de relevo com a melhor informação possível sobre a região estudada.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
PORFIRIO, G.; MAIARA DE MELO CORRÊA, N.; FERREIRA LIMA, E. SENSORIAMENTO REMOTO COMO FERRAMENTA DE RECONHECIMENTO DA CRATERA DO CERRO DO JARAU. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.