FATORES DE RISCO E CONSEQUÊNCIAS CLÍNICAS EM GESTANTES COM PRÉ-ECLÂMPSIA NO HOSPITAL SANTA CASA DE URUGUAIANA

  • Maria Santos
  • Paulo Josué da Silva Jaques
  • Gabriel Krieser Biolowons
  • Luciana De Souza Nunes
  • Débora Nunes Mário Saraçol
  • Rita de Cassia Fossati Silveira Evaldt
Rótulo 1, Gestantes, 2, Pré-eclâmpsia, 3, Fatores, risco

Resumo

Pré-eclâmpsia define-se como hipertensão arterial que ocorre durante a gestação, após a vigésima semana, acompanhada de proteinúria (>300mg/dia). Como hipertensão define-se pressão sistólica acima de 140 mmHg ou pressão diastólica acima de 90mmHg. Dentre os fatores de risco para pré-eclâmpsia encontram-se pré-eclâmpsia prévia, hipertensão durante a gestação ou hipertensão não gestacional, primeira gestação, entre outros fatores. Tendo em vista que pré-eclâmpsia é uma das maiores causas de mortalidade fetal, neonatal e materna, o objetivo deste estudo foi determinar fatores de risco e consequência clínicas dessa doença em gestantes atendidas no Sistema Único de Saúde (SUS) do município de Uruguaiana. A análise constituiu-se de uma pesquisa quantitativa transversal, em que foram examinados 179 prontuários de gestantes atendidas no Hospital Santa Casa de Uruguaiana no ano de 2017. Dentre essas 179 pacientes, 13 (7,3%) desenvolveram pré-eclâmpsia durante a gestação, das quais 54% (7) eram primigestas, 30%(4) estavam na segunda gestação e 38,5% (5) já apresentavam hipertensão anteriormente à gestação. Outros dados expressivos são que 92,3% (12) dessas gestantes realizaram cesárea eletiva e 61,5% (8) tiveram a gestação rompida entre 30 e 37 semanas, essa via de parto e a interrupção precoce na gravidez são consequência clínicas frequentes do quadro hipertensivo gestacional. Um estudo semelhante desenvolvido no Hospital Santa Casa da Misericórdia de Sobral no estado do Ceará analisou o prontuário de 250 gestantes com pré-eclâmpsia em que 44% eram primigestas e 48,4% tinham idade gestacional entre 28 e 37 semanas. Ainda nesta pesquisa no município de Sobral, 78,4% realizaram parto cesárea, mas apenas 27,2% apresentavam hipertensão ou pré-eclâmpsia prévia, essas porcentagens são inferiores ao estudo no município de Uruguaiana (92,3% e 38,5% respectivamente), contudo, são muito significativas e demonstram que as consequências clínicas da pré-eclâmpsia são consonantes nestes municípios. Esse estudo permitiu correlacionar incidência de pré-eclâmpsia com fatores de risco como primeira gestação e hipertensão crônica, assim como permitiu analisar consequências como parto cesárea e intervenção precoce na gestação. Esses fatores são relatados em outros estudos e em sua maioria vão ao encontro dos dados divulgados na literatura. Por fim, é essencial que haja atendimento adequado dessas pacientes através de monitorização, prevenção e promoção de saúde com a finalidade de reduzir números tão expressivos de mortalidade materna, fetal e neonatal.

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2020-11-20
Como Citar
SANTOS, M.; JOSUÉ DA SILVA JAQUES, P.; KRIESER BIOLOWONS, G.; DE SOUZA NUNES, L.; NUNES MÁRIO SARAÇOL, D.; DE CASSIA FOSSATI SILVEIRA EVALDT, R. FATORES DE RISCO E CONSEQUÊNCIAS CLÍNICAS EM GESTANTES COM PRÉ-ECLÂMPSIA NO HOSPITAL SANTA CASA DE URUGUAIANA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.