O MANGANÊS E O SEU PAPEL EM UM MODELO DE DOENÇA DE ALZHEIMER EM C. ELEGANS

  • Sue de Souza
  • Aline de Castro da Silva
  • Daiana Silva De Avila
  • Ana Thalita Soares
Rótulo beta-amiloide, doença, Alzheimer, C, Elegans

Resumo

A Doença de Alzheimer (DA) é uma das formas mais comuns de demências sendo caracterizada principalmente pela presença de placas beta amiloide (Aβ) e até o momento é incurável. Entre seus sintomas estão déficits nas funções cognitivas, como memória, habilidades linguísticas e funções locomotor sendo resultado de processos neurodegenerativos que podem ser induzidos pela toxicidade de metais, como por exemplo, o Manganês (Mn). Porém, o papel do Mn no desenvolvimento da DA não está esclarecido. Para estudar essas interações, o C. elegans é um bom modelo, pois através de cepas que expressam proteínas humanas modificadas e que tendem a se agregar é possível avaliar os efeitos dos metais no desenvolvimento de doenças neurodegenerativas. O objetivo deste trabalho foi pesquisar uma possível relação da exposição ao manganês em um modelo de DA em C. elegans. Usamos cepas N2, CL2006 (Aβ muscular) e CL2355 (Aβ neuronal). Os animais foram expostos ao MnCl2 em diferentes concentrações por meia hora no estágio L1, seguido de 3 lavagens com NaCl 85mM e acondicionados em placas NGM/E.coli. 48 horas após a exposição, os animais vivos foram contados para determinar a CL50 (concentração letal 50). 72 horas após a exposição, foram feitas análises de postura de ovos induzidas por levamisol por 2 horas para avaliar o sistema colinérgico. Também foi realizado o ensaio de quimiotaxia para verificar o sistema neurossensorial, no qual o índice de vermes atraídos pelo odorante butanodiona em relação ao solvente foi determinado. Por fim, a análise dos agregados foi realizada com corante específico para Aβ, X-34. A CL50 do Mn para a cepa CL2006 e N2 foram de 64,2mM e 101mM, respectivamente, assim a concentração de 25mM foi definida para os outros experimentos. A resposta neurossensorial à butanodiona foi reduzida nos vermes CL2355 quando comparado com N2 e a exposição aguda ao Mn 25mM não influenciou esse parâmetro, da mesma forma, os agregados produzidos pela cepa CL2006 foram capazes de reduzir a postura de ovos induzida por levamisol e a exposição ao Mn não alterou esse parâmetro. Através da marcação com o corante X-34 foi possível observar agregados proteicos na cepa CL2006 e a exposição ao Mn 25 mM reduziu visivelmente as suas formações comparadas ao grupo controle. Os resultados mostram um possível papel do Mn na redução da formação de agregados Aβ em um modelo de DA em C. elegans, assim, acompanhar a evolução da doença ao longo da vida dos animais expostos ao metal permitirá esclarecer o impacto dessa exposição.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
DE SOUZA, S.; DE CASTRO DA SILVA, A.; SILVA DE AVILA, D.; THALITA SOARES, A. O MANGANÊS E O SEU PAPEL EM UM MODELO DE DOENÇA DE ALZHEIMER EM C. ELEGANS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.