PERFIL DE PACIENTES INTERNADOS POR PANCREATITE EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

  • Mauren Vaz
  • Guilherme Cassão Marques Bragança
  • Caroline Araújo Barreto
  • Carlana da Rosa Cruz
  • Ana Carolina Zago
Rótulo Pâncreas, internação, tratamento

Resumo

A Pancreatite aguda é um processo inflamatório que começa no pâncreas e tem variável grau de acometimento de órgãos e tecidos adjacentes, sendo uma importante causa de internação hospitalar. No Brasil a incidência da pancreatite é de 15,9 casos por ano a cada 100.000 habitantes. Na maior parte dos casos de pancreatite, a causa é a migração de cálculos biliares, porém, existem outras causas conhecidas, que são: abuso de álcool, uso de drogas, hipertrigliceridemia, pancreatite autoimune, fibrose cística e neoplasia pancreática, havendo ainda, as causas idiopáticas. Não existe quadro clássico de pancreatite aguda e a doença geralmente acomete a faixa etária de 30 a 60 anos, iniciando com dor abdominal repentina, de localização epigástrica, distensão abdominal e outros sinais e/ou sintomas, acompanhada ou não de náuseas e vômitos. A tomografia computadorizada é o exame de imagem de escolha para a confirmação do diagnóstico, realizada em casos duvidosos ou para avaliar complicações da doença. Este trabalho teve como objeto avaliar o perfil de pacientes internados em um hospital universitário de Bagé-RS. Trata-se de um estudo quantitativo transversal e retrospectivo, com dados obtidos do software hospitalar de internações por pancreatite no período de janeiro a dezembro de 2019. As variáveis estudadas foram sexo, idade, etnia, tempo de internação, tipo de convênio, tratamento medicamentoso e prevalência de óbito. Este trabalho compreende uma grande pesquisa que teve aprovação no CEP com parecer de número 2.879.078. Durante o período estudado ocorreram 2091 internações no total, sendo 0,43% (n=9) por pancreatite. Houve maior prevalência de internação por mulheres (78%), a faixa etária variou entre 16 e 87 anos, em relação à etnia, todos eram brancos, a média de tempo de internação foi de 6 dias e a maioria das internações ocorreram pelo Sistema Único de Saúde (89%). Quanto aos antibióticos prescritos, o Ciprofloxacino foi o mais utilizado (33,33%), seguido de Ceftriaxona (22,22%) e Imipenem e Cefepima (11,11%) e, ainda, 22,22% dos pacientes internados não fizeram uso de nenhum antibiótico. Não houve nenhum óbito por pancreatite no período estudado. Sendo uma das doenças mais preocupantes no cenário da saúde pública, a pancreatite tem cura e quanto mais precoce for seu diagnóstico, maiores são as chances de desfechos positivos. Cabem estruturações de educação em saúde voltadas, sobretudo, às mulheres em nossa região, visto que estas prevaleceram entre as internações. Também se torna fundamental a estruturação de campanhas de prevenção voltadas à atenção básica, pois sendo quase a totalidade internada pelo SUS, a demanda financeira para o tratamento torna-se maior que a destinada à prevenção. A farmacoterapia expressou importante papel no tratamento, trazendo uma contextualização ainda mais significativa de cuidado integral e uso racional de medicamentos, pois importante parcela dos pacientes não fez uso de antibióticos.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
VAZ, M.; CASSÃO MARQUES BRAGANÇA, G.; ARAÚJO BARRETO, C.; DA ROSA CRUZ, C.; CAROLINA ZAGO, A. PERFIL DE PACIENTES INTERNADOS POR PANCREATITE EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.