PREDIÇÃO DE TOXICIDADE DA OCRATOXINA A UTILIZANDO PLATAFORMAS DE ANÁLISE IN SILICO

  • Emanoeli Rosa
  • Anelise Santos Soares
  • Lavínia da Veiga Pereira
  • Lucas Masao Cooper Inoue
  • Luis Flavio Souza De Oliveira
Rótulo Toxicologia, Micotoxinas, Contaminação, alimentos, Estudos, computacionais, preditivos

Resumo

A Ocratoxina A (OTA) é uma micotoxina produzida por fungos dos gêneros Aspergillus e Penicillium. Considerada um contaminante alimentar, sua ocorrência se dá em cereais in natura ou processados, frutas, vinhos, café, carne suína, entre outros. Embora o consumo de alimentos contaminados por micotoxinas seja considerado um problema de saúde pública em diferentes países, a legislação brasileira não estabelece uma concentração segura para presença de OTA em produtos alimentícios. A OTA aparece relacionada a eventos patológicos agudos e crônicos, como insuficiência renal, podendo inclusive ocasionar a morte. Neste sentido, com o objetivo de avaliar os possíveis efeitos tóxicos desta micotoxina, foi realizado um sceening utilizando ferramentas que possibilitam explorar e investigar potencial toxicológico in silico. Foram empregadas cinco plataformas: PubChem; Molinspiration; admetSAR; preADMET e XenoSite, todas de acesso on-line gratuito. Inicialmente foi feita a busca do smile da molécula de OTA no PubChem, as demais plataformas citadas utilizam o smile para análise, simulação e predição, realizando múltiplas comparações estruturais no banco de dados de cada software. De acordo com as análises para os parâmetros de absorção, distribuição e excreção pelas plataformas Molinspiration, admetSAR e preADMET, a substância investigada apresenta as seguintes predições: alta absorção intestinal, baixa capacidade de permear a barreira cérebro/sangue, alto percentual de ligação a proteínas plasmáticas (PP), podendo levar a prejuízos no transporte hormonal ou de outros ligantes a PP. Além dessas, pela plataforma preADMET, demonstrou ser substrato para Glicoproteína P - envolvida na metabolização e excreção de xenobioticos, e exercer efeito inibitório sobre a ação de enzimas responsáveis por metabolizar determinados fármacos, efeito inibitório sobre hERG, responsável pela repolarização cardíaca. Adicionalmente, a plataforma XenoSite sugere que a molécula de OTA possui sítios de interação com DNA, GSH e proteínas de um modo geral. Esses resultados evidenciam o potencial tóxico da OTA, onde a capacidade de modular enzimas responsáveis pela metabolização e excreção de fármacos e xenobioticos pode estar associada a um dos possíveis mecanismos envolvidos durante processos patológicos desencadeados pela OTA.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
ROSA, E.; SANTOS SOARES, A.; DA VEIGA PEREIRA, L.; MASAO COOPER INOUE, L.; FLAVIO SOUZA DE OLIVEIRA, L. PREDIÇÃO DE TOXICIDADE DA OCRATOXINA A UTILIZANDO PLATAFORMAS DE ANÁLISE IN SILICO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.