ESTUDOS DE DEGRADAÇÃO FORÇADA DO FÁRMACO LULICONAZOL

  • Douglas Porto
  • Lisiane Bajerski
  • Marcelo Donadel Malesuik
  • Clesio Soldateli Paim
Rótulo luliconazol, degradação, forçada, estudo, estabilidade, cromatografia, líquida, alta, eficiência, produto

Resumo

O luliconazol é um novo antifúngico pertencente a classe dos azóis, de amplo espectro, que atua inibindo a enzima lanosterol 14α-desmetilase, bloqueando a formação do ergosterol, principal esterol presente na membrana celular fúngica. A estabilidade de um medicamento pode depender de alguns fatores químicos e ambientais, sendo susceptíveis a degradação, o que leva a formação de produtos de degradação. Estudos de degradação são necessários para o conhecimento da estabilidade do fármaco frente algumas condições de estresse. Diante disso, o objetivo desse estudo foi avaliar a estabilidade do luliconazol nas condições de estresse hidrolítica, fotolítica, oxidativa e térmica. Para avaliação em condições ácida, básica e oxidativa, 2 mL de uma solução mãe de luliconazol (100 µg/mL) foram adicionados em diferentes balões volumétricos, com 2 mL de ácido clorídrico 0,1 e 1 mol/L, hidróxido de sódio 0,01 e 0,1 mol/L e peróxido de hidrogênio 30%. O tempo de degradação nessas condições foi de 1 h em temperatura ambiente. Após o tempo de degradação, em meio ácido, 2 mL de base foram utilizados para neutralizar a reação, assim como, em meio básico, 2 mL de ácido neutralizaram a solução básica. Em condição térmica, 2 mL dessa solução foi adicionada em um balão volumétrico e mantido em banho-maria durante 1 h a 70ºC. Para a degradação fotolítica, foi utilizado 1 mL de uma solução mãe (200 µg/mL) e submetida a radiação UV-C por 15 e 30 minutos. Após o tempo de reação de todas as condições de degradação forçada, os balões volumétricos foram completados com metanol de modo a obter uma concentração final de luliconazol de 20 µg/mL e todas as amostras foram analisadas por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE). O fármaco demonstrou-se estável na condição ácida estudada, sem apresentar nenhum pico adicional no cromatograma ou porcentagem de degradação. Contudo, em condição básica, o luliconazol mostrou bastante instabilidade, com decaimento do teor, além de aparecimento de quatro produto de degradação. A forte instabilidade do fármaco na condição alcalina pode ser observada a partir do percentual de degradação obtido em 0,1 mol/L, o qual foi de 46,77%. O fármaco foi estável na condição oxidativa e apresentou baixa porcentagem de degradação quando submetido a 70ºC, em condição térmica (< 5%), em ambas condições nenhum pico adicional foi detectado. Em condições de degradação fotolítica de 15 e 30 minutos, o fármaco apresentou 35% e 45% de degradação, respectivamente. Com isso, concluiu-se a susceptibilidade do luliconazol quando submetido a condição alcalina e radiação UV-C, fornecendo informações úteis para auxiliar na forma, principalmente, de manipulação e armazenamento do fármaco, o qual deve-se ocorrer, preferencialmente, protegido da luz para que evite sua degradação, fornecendo uma maior segurança aos pacientes.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
PORTO, D.; BAJERSKI, L.; DONADEL MALESUIK, M.; SOLDATELI PAIM, C. ESTUDOS DE DEGRADAÇÃO FORÇADA DO FÁRMACO LULICONAZOL. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.