MÉTODOS FARMACOLÓGICOS DE ALÍVIO DA DOR DO TRABALHO DE PARTO

  • Milena da Cruz
  • Geovana dos Santos Nunes
  • Isadora da Silva Mesquita
  • Nurielen Neris Lima Santos
  • Rhayanna de Vargas Perez
  • Lisie Alende Prates
Rótulo Saúde, mulher, Dor, parto, Manejo, dor, Analgesia

Resumo

O parto é um evento que pode ser considerado como renascimento para muitas mulheres. Na maioria das vezes, é um momento desejado e, por isso, gera ansiedade e expectativas. No trabalho de parto (TP) e parto estão envolvidas emoções e vários fenômenos fisiológicos, os quais são marcados pela presença das contrações com intensidade e frequência crescentes, acompanhadas de estímulos dolorosos. Para tentar aliviar essas dores, tem-se a possibilidade de utilização de métodos farmacológicos. O objetivo do trabalho é analisar as evidências disponíveis na literatura científica em relação aos métodos farmacológicos de alívio da dor no TP e parto. Revisão integrativa, delineada a partir da questão de pesquisa Quais são as evidências disponíveis na literatura científica sobre os métodos farmacológicos de alívio da dor no TP e parto?. Esta revisão está sendo desenvolvida como etapa inicial do projeto de pesquisa Métodos não farmacológicos de alívio da dor do trabalho de parto e parto sob a perspectiva da equipe de enfermagem de uma maternidade na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. A busca foi desenvolvida na Biblioteca Virtual em Saúde e teve como resultado inicial 79 estudos. Destes, nove foram selecionados por serem estudos primários, disponíveis nos idiomas inglês, português ou espanhol, se enquadrarem na temática e responderem a questão de pesquisa. Observou-se que alguns fármacos podem aliviar a dor da mulher durante o TP e parto. A petidina e a dipirona são alguns desses exemplos. Outros fármacos apesar de promoverem o mesmo efeito, geram efeitos adversos, como é o caso da ropivacaína, a bupivacaína e o sufentanil, que podem levar à hipotensão e prurido. A ropivacaína de forma isolada também pode causar os mesmos efeitos adversos. A ropivacaína associada à clonidina pode interferir na capacidade neurológica e adaptativa do recém-nascido. Já o sufentanil isolado pode levar à parturiente à sedação. As mulheres demonstram satisfação com o uso dos métodos farmacológicos de alívio da dor no parto e desejo de voltar a utilizá-los em uma próxima vivência parturitiva. Entretanto, é preciso levar em consideração os efeitos adversos causados por essas medicações, demonstrando, assim, que a utilização de métodos farmacológicos precisa ser avaliada criteriosamente, levando em conta o histórico pregresso da paciente e sua condição clínica atual. Além disso, é preciso salientar que alguns fármacos não causam efeitos adversos às mulheres, mas podem interferir na saúde do recém-nascido. Agradecimentos: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS)

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
DA CRUZ, M.; DOS SANTOS NUNES, G.; DA SILVA MESQUITA, I.; NERIS LIMA SANTOS, N.; DE VARGAS PEREZ, R.; ALENDE PRATES, L. MÉTODOS FARMACOLÓGICOS DE ALÍVIO DA DOR DO TRABALHO DE PARTO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.