ASSISTÊNCIA DE PRÉ NATAL ÀS MULHERES EM SITUAÇÃO PRISIONAL: REVISÃO DE LITERATURA

  • Natália Forno
  • Natalia Pereira Auaújo
  • Flavia Camef Dorneles
  • Paola Martins França
  • Lenise Dutra da Silva
Rótulo Gestação, Prisão, Enfermagem

Resumo

Sabe-se que a população carcerária feminina no Brasil é inferior à masculina. No entanto nota-se um aumento no número de detentas e, além disso, a diferença da capacidade das penitenciárias para o número de presos é expressiva. Dentre essas mulheres, têm-se gestantes, que podem ter identificado sua gravidez antes ou durante sua estada na prisão. Identificar o conhecimento produzido acerca da assistência de pré-natal às mulheres em situação prisional. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, os dados foram coletados através do levantamento das produções científicas sobre a assistência de pré-natal às mulheres em situação prisional entre os últimos cinco anos, ou seja 2014 a 2019. A coleta ocorreu no mês de outubro de 2019, nas bases de dados: Base de Dados de Enfermagem (BDENF) e Literatura Latino Americana e do Caribe Em Ciências da Saúde (LILACS) e os descritores utilizados foram: Gestação; Prisão; Enfermagem associados com o operador boleano AND. Foram encontradas cinco produções cientificas na BDENF e quatro na LILACS. Dentre estes foram excluídas as produções que não correspondiam ao recorte temporal e a temática escolhida além de dissertações e teses. Os estudos repetidos nas bases de dados foram contabilizados apenas uma vez, totalizando quatro artigos que atenderam os critérios de inclusão, os quais foram lidos na íntegra. É conhecido que a gestação é permeada de alterações físicas e psicossociais para a mulher. O processo de gestar, associado a elementos socioculturais, produz respostas individuais diferentes, exigindo e transformações que diversas vezes causam expectativas, medos e insegurança nas gestantes. A Política Nacional de Atenção às mulheres em situação de privação de liberdade e Egressas do Sistema prisional foi instituída em 16 de janeiro de 2014. Ela assegura condições mínimas de assistência às gestantes presas, objetivando reduzir os índices de morbimortalidade materna e infantil. Junto a isso, o enfermeiro tem o papel importante na qualidade do pré-natal (PN) dessas gestantes, através disso, que a mulher compreende melhor as fases da maternidade, sendo possível por meio do vínculo profissional-gestante que se estabelece durante as consultas, facilitado pela sensibilidade, afetividade e um cuidado humanizado prestado pelo profissional. Nota-se que a experiência de gestar, parir e cuidar pode trazer a mulher uma nova forma de ver a vida e dessa forma contribuir para suas mudanças pessoais. As alterações que a gestação traz consigo, afetam questões emocionais dessa mulher, surgindo assim expectativas voltadas para si, seu filho e o futuro. Frente a isso, o PN representa a oportunidade de influenciar nas mudanças comportamentais. Conclui-se que as alterações da gestação podem influenciar positivamente as gestantes. Frente a isso, ressalta-se a importância do enfermeiro enquanto profissional atuante no PN dessas mulheres, cooperando para uma maior qualidade de vida mesmo em situação de vulnerabilidades.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
FORNO, N.; PEREIRA AUAÚJO, N.; CAMEF DORNELES, F.; MARTINS FRANÇA, P.; DUTRA DA SILVA, L. ASSISTÊNCIA DE PRÉ NATAL ÀS MULHERES EM SITUAÇÃO PRISIONAL: REVISÃO DE LITERATURA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.