MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR DO TRABALHO DE PARTO: REVISÃO DE LITERATURA

  • Jassane Farina
  • Carolina Heleonora Pilger
  • Natália da Silva Gomes
  • Eduarda Santos Rodrigues
  • Maria Eva Luz dos Santos
  • Lisie Alende Prates
Rótulo Saúde, mulher, Enfermagem, obstétrica, Trabalho, parto, Dor, Manejo, dor

Resumo

Os métodos de alívio da dor do trabalho de parto (TP) e parto são divididos em farmacológicos e não farmacológicos. Os métodos farmacológicos são procedimentos invasivos que podem alterar a fisiologia do parto natural, levando a sua mecanização e instrumentalização. Os métodos não farmacológicos são técnicas não invasivas que podem ser ofertadas para a redução da ansiedade e dor. Este trabalho visa analisar as evidências disponíveis na literatura sobre os métodos de alívio da dor no TP e parto. Revisão integrativa, vinculado ao projeto de pesquisa Métodos não farmacológicos de alívio da dor do trabalho de parto e parto sob a perspectiva da equipe de enfermagem de uma maternidade na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Estão sendo desenvolvidas três vertentes de revisão, sendo elas: 1) evidências sobre os métodos farmacológicos; 2) evidências sobre os métodos não farmacológicos; 3) orientações sobre a utilização desses métodos. Para cada uma dessas vertentes, foi adotada uma questão e uma estratégia de busca diferente, utilizando o mnemônico PICo, combinado com os operadores booleanos AND e OR. Os critérios de seleção foram artigos de estudos primários, nos idiomas português, inglês ou espanhol, que responderam as questões de pesquisa. Não foi utilizado recorte temporal. A primeira base consultada foi a Biblioteca Virtual em Saúde, onde localizou-se 415 estudos, dos quais 26 produções foram selecionadas. Entre os métodos não farmacológicos, identificou-se o uso da bola suíça, banqueta e cavalinho, livre posicionamento da mulher, presença de acompanhante, deambulação, aromaterapia, musicoterapia, realização de massagem lombossacral, oferta de baixa luminosidade, realização de exercícios respiratórios, uso de óleos e incensos, e movimento de balanço de quadril. Em relação aos métodos farmacológicos, verificou-se o uso de petidina, dipirona, sufentanil, bupivacaína, ropivacaína efedrina e levobupivacaína, além da combinação das anestesias raquidiana e peridural. Por fim, constatou-se que esses métodos têm sido orientados por indivíduos da rede de apoio formal e informal e que a própria mulher também tem buscado se empoderar desse conhecimento. Essa temática tem permeado as orientações fornecidas no pré-natal, grupo de gestantes, nos hospitais e nas casas de parto. As evidências apontam para a necessidade de se investir, inicialmente, em estratégias não invasivas, as quais, na maior parte das vezes, são capazes de propiciar o conforto da mulher e redução dos estímulos dolorosos decorrentes das contrações. Contudo, na necessidade ou desejo pelos métodos farmacológicos, é preciso atentar para a possibilidade de efeitos adversos à mulher e ao recém-nascido. Por fim, os estudos apontam a necessidade de atividades de educação em saúde que possam informar as mulheres sobre os métodos de alívio da dor do parto. Tal conhecimento pode gerar maior participação da mulher no processo parturitivo, como também maior satisfação durante e após essa vivência.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
FARINA, J.; HELEONORA PILGER, C.; DA SILVA GOMES, N.; SANTOS RODRIGUES, E.; EVA LUZ DOS SANTOS, M.; ALENDE PRATES, L. MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR DO TRABALHO DE PARTO: REVISÃO DE LITERATURA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.