COVID-19: DESAFIOS NO ACOMPANHAMENTO DA SAÚDE INFANTIL VIVENCIADOS POR ENFERMEIROS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

  • Matheus Naumann
  • Thais Barbosa Barreto
  • Michele Bulhosa de Souza
  • Kelly Dayane Stochero Velozo
Rótulo COVID-19, Saúde, Criança, Enfermagem

Resumo

A pandemia de COVID-19 tem exigido modificações no trabalho da Atenção Primária à Saúde (APS) e nas ações de prevenção e promoção à saúde da criança, sendo relevante investigar seus impactos. Apresenta-se, neste resumo, resultados parciais da pesquisa "COVID-19: Atenção à Saúde da Criança na ótica de Enfermeiros da Atenção Primária à Saúde" (aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIPAMPA, CAAE 35188020600005323), tendo por objetivo Conhecer os impactos da pandemia causada pelo COVID-19 na atenção integral à saúde da criança nos serviços de Atenção Primária à Saúde (APS) do Rio Grande do Sul focado em analisar as respostas dos enfermeiros à pergunta "Quais os desafios vivenciados no seu local de trabalho durante pandemia de COVID-19?". Para coletar os dados utilizou-se questionário online enviado por e-mail e a técnica de snowball sampling para contatar os participantes. Para análise das questões abertas utilizou-se Análise de Conteúdo de Bardin e estatística descritiva simples para análise dos dados de estratificação dos participantes. Nessa análise preliminar considerou-se respostas de 13 enfermeiros, com idade entre 28 e 56 anos (média 38,23 anos) e tempo de experiência de 6 meses a 17 anos (média 7,5 anos). Após a análise emergiram cinco categorias: rotina de trabalho; equipe de trabalho; ambiente; população atendida; atendimentos realizados. Quanto à rotina de trabalho os enfermeiros destacam a necessidade contínua de reorganizar as rotinas, mudança no foco do atendimento considerando as atribuições anteriores da APS, incerteza quanto a formas de tratamento para a COVID-19 e sobrecarga de trabalho. Dificuldades relacionadas à equipe de trabalho tem foco na perda de recursos humanos devido aos afastamentos de profissionais pertencentes ao grupo de risco e utilização de equipamento de proteção individual pelos colegas de trabalho. Em relação ao ambiente destaca-se a necessidade de adaptação do espaço físico, para atender pacientes sintomáticos devido à estrutura da unidade de saúde e em implementar medidas de distanciamento físico. Já no que tange a população atendida ressalta-se a desinformação sobre a gravidade do problema, desrespeito às medidas de distanciamento social e exposição das crianças a riscos desnecessários. Considerando os atendimentos realizados destaca-se o afastamento da família da unidade de saúde devido à pandemia e a necessidade de elaboração de estratégias para manter o acompanhamento do processo de crescimento e desenvolvimento, também aumento de pessoas com sintomas relacionados ao adoecimento psíquico e a fragilização do atendimento aos pacientes crônicos devido aos riscos relacionados à COVID-19. Conclui-se que os desafios vivenciados pelos enfermeiros têm relação com vários aspectos do processo de trabalho; é necessário compreender essas limitações para promover estratégias que garantam a qualidade do atendimento à criança e sua família e ambientes de trabalho seguros para os profissionais da saúde.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
NAUMANN, M.; BARBOSA BARRETO, T.; BULHOSA DE SOUZA, M.; DAYANE STOCHERO VELOZO, K. COVID-19: DESAFIOS NO ACOMPANHAMENTO DA SAÚDE INFANTIL VIVENCIADOS POR ENFERMEIROS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.