AUTOPERCEPÇÃO DE SAÚDE DE DISCENTES UNIVERSITÁRIOS DA ÁREA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

  • Andrei Hergessel
  • Ismael Jung Sanchotene
  • Luciano Eduardo Gomes Ferreira
  • Maria Luiza Orlow Fernandes
  • Phillip Vilanova Ilha
  • Fernanda Stein
Rótulo Saúde, Ensino, Superior, Ciências, Autopercepção

Resumo

Ao se fazer uma analogia historicamente de discentes de instituições de ensino superior públicas brasileiras, nota-se que o contexto socioeconômico, físico e emocional está conectado inteiramente com a autopercepção de saúde dos mesmos. Tal variável é simples de ser obtida e fornece informações importantes acerca da população estudada, geralmente utiliza-se critérios objetivos e subjetivos como sexo, idade, classe social e presença de doenças crônicas. Diante destas considerações, o objetivo desse estudo foi verificar a autopercepção de saúde em discentes dos cursos de Ciência da Saúde da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Campus Uruguaiana/RS. Caracterizando-se como um estudo transversal descritivo e com objetivos exploratórios, o mesmo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Instituição (parecer nº 2.371.452). Utilizou-se do método não-probalístico intencional para seleção da amostra, compreendo 465 discentes dos cursos de Farmácia, Educação Física, Medicina, Medicina Veterinária, Fisioterapia e Enfermagem da UNIPAMPA, sendo 160 (34,4%) do sexo masculino e 305 (65,6%) feminino. Os dados foram coletados por meio do questionário Global School-Based Student Health Survey, desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde. Para a presente pesquisa utilizou-se apenas da questão sobre autopercepção de saúde, Como você considera a sua saúde?, a qual possuía uma escala likert de respostas (muito ruim, ruim, regular, boa e excelente). Para fins de análise, as categorias foram reagrupadas em ruim (muito ruim e ruim) regular e boa (boa e excelente). Aplicou-se a estatística descritiva (frequências simples e relativas) para análise dos dados. Os resultados demonstraram que a maior inferência de autopercepção de saúde foi na categoria Boa, com 66,7% discentes, seguidos de 29,6% descrevendo sua saúde como Regular e 3,7% como Ruim. Quando verificados por cursos, percebeu que o curso de Educação Física demonstrou maior frequência relativa na categoria Boa (75,8%), seguidos do cursos de Enfermagem (75,3%), Medicina (67,7%), Fisioterapia (64,6%), Medicina Veterinária (61%) e Farmácia (52,2%). Conclui-se que os discentes do curso de Educação Física tem uma autopercepção positiva da sua saúde, quando comparado aos demais discentes, podendo, este fato, estar relacionado ao maior número de práticas e atividades relacionadas à área. O restante dos cursos, não apresentam resultados muito favoráveis, estando grande parte na categoria Regular e Ruim, com exceção da Enfermagem.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
HERGESSEL, A.; JUNG SANCHOTENE, I.; EDUARDO GOMES FERREIRA, L.; LUIZA ORLOW FERNANDES, M.; VILANOVA ILHA, P.; STEIN, F. AUTOPERCEPÇÃO DE SAÚDE DE DISCENTES UNIVERSITÁRIOS DA ÁREA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.