AVALIAÇÃO DA DOR EM MULHERES MASTECTOMIZADAS QUE NÃO REALIZARAM RADIOTERAPIA: QUESTIONÁRIO MCGILL

  • Marília Barrios
  • Marília Barrios
  • Sabrina Orlandi Barbieri
  • Camila Laís Menegazzi Giongo
  • Melissa Medeiros Braz
Rótulo Neoplasias, mama, Dor, crônica, Mastectomia, Radioterapia

Resumo

O câncer (ca) de mama é uma das neoplasias mais comuns entre as mulheres no Brasil e no mundo. A mastectomia é o tratamento cirúrgico mais recorrente, podendo causar complicações pós-operatórias (PO) por ser muito agressiva. São recorrentes os relatos de dor associada à cirurgia, bem como à radioterapia (RT) e à quimioterapia (QT). A dor crônica é patológica e pode resultar em perdas funcionais, depressão e ansiedade. A Síndrome da Dor Pós-Mastectomia (PMPS) atinge inúmeras pacientes mastectomizadas. A Fisioterapia tem possibilidades de manejos frente à queixa de dor, sendo importante conhecer as características da dor em questão, para que o tratamento se adeque às necessidades da paciente. Assim, o estudo objetiva analisar a prevalência e características da dor crônica em mulheres pós-mastectomia, delineando o perfil oncológico das pacientes, identificando intensidade e características da dor, e analisando a relação entre a presença de dor crônica pós-mastectomia sem RT e aspectos cirúrgicos. Trata-se de um estudo descritivo, com recorte transversal e abordagem quantitativa. As avaliações ocorreram no Ambulatório de Fisioterapia do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) entre julho e novembro de 2019. Foram incluídas mulheres maiores de 18 anos, após 3 meses de PO de cirurgias radicais para o tratamento do ca de mama, com ou sem reconstrução mamária. Foram aplicados questionário sociodemográfico para conhecer as particularidades clínicas de cada paciente e o Questionário de dor McGill adaptado ao português, que compreende as dimensões sensorial-discriminativa, afetivo-motivacional e cognitivo-avaliativa da dor. O questionário pode totalizar a pontuação máxima de 78, sendo que quanto maior a pontuação, maior a dor. Foram avaliadas 16 mulheres, com média de idade 55,88 ± 9,42 anos. Das entrevistadas, 56,25% não passaram pela RT. Dessas, 66,67% foram acometidas por carcinoma ductal invasivo; 55,56% haviam sido submetidas à cirurgia entre 3 meses a 1 ano; 66,67% fez esvaziamento axilar (EA); 55,56% fez reconstrução mamária (44,44% delas com prótese de silicone); 44,44% também passou pela QT. No grupo de mulheres sem RT, 66,66% delas assinalou um número ≥ 17 dos 20 descritores de dor. A pontuação média no questionário foi de 22 ± 13,73. Nenhum dos domínios do McGill foi estatisticamente significativo com relação à dor. Além disso, 88,89% das entrevistadas contou com assistência fisioterapêutica no PO. Conclui-se que a amostra analisada possui algum tipo de dor, porém não de modo intenso, sendo esta particular e multifatorial, a qual cada mulher percebe de uma maneira diferente. Assim, pode-se inferir que o alto nível de acesso do grupo à reabilitação físico-motora PO pode ter contribuído para este resultado.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
BARRIOS, M.; BARRIOS, M.; ORLANDI BARBIERI, S.; LAÍS MENEGAZZI GIONGO, C.; MEDEIROS BRAZ, M. AVALIAÇÃO DA DOR EM MULHERES MASTECTOMIZADAS QUE NÃO REALIZARAM RADIOTERAPIA: QUESTIONÁRIO MCGILL. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.