TÉCNICAS DE LIBERAÇÃO MIOFASCIAL E ALONGAMENTO DINÂMICO NÃO ALTERAM O DESEMPENHO E O IMPACTO NO SALTO VERTICAL EM ADULTOS JOVENS

  • Gabrielly Martins
  • Christiélen Segala dos Santos
  • Andressa Lemes Lemos
  • Karine Josibel Velasques Stoelben
  • Felipe Pivetta Carpes
Rótulo Terapia, Manual, Força, Amplitude, Movimento

Resumo

A fáscia é uma membrana de tecido conjuntivo fibroso e contínuo que recobre o tecido muscular, responsável pelo deslizamento dos músculos durante realização de movimentos. Quando essa fáscia está aderida, pode ocorrer uma série de restrições como a diminuição de amplitude de movimento e capacidade de produção de força muscular, influenciando negativamente o desempenho em atividades como o salto vertical. A redução dessas restrições pode ser feita através da auto liberação com um rolo de espuma ou pela liberação miofascial instrumental com o uso de instrumentos rígidos. Além destas estratégias, os alongamentos dinâmicos também podem ter efeito sobre o tecido fascial auxiliando na sua liberação. Porém, ainda não esta claro se uma das técnicas tem o maior efeito para o desempenho de saltos e se esses efeitos diferem entre os sexos, e assim auxiliar na escolha mais assertiva da intervenção. Portanto, o objetivo deste estudo foi identificar se o efeito das técnicas de auto liberação, liberação instrumental e o alongamento dinâmico diferem sobre o desempenho e impacto durante o salto vertical e entre os sexos. Participaram do estudo 24 adultos jovens [12 do sexo feminino, 29(3) anos, 59(5) kg de massa corporal, estatura de 1,61(1) cm] sem histórico de lesão nos membros inferiores nos últimos 6 meses. A auto liberação, liberação instrumental e alongamento dinâmico foram realizados na região anterior, posterior e lateral da coxa, e posterior da panturrilha. Todas intervenções foram realizadas em ambas as pernas por 2 min em cada região em dias diferentes (com ordem randomizada) com intervalo de no mínimo 72 horas. A avaliação dos saltos verticais consistiu em 5 saltos consecutivos sobre uma plataforma de força AMTI com frequência de aquisição de 1200 Hz. Para análise, apenas a média entre os 3 saltos centrais foram considerados. O desempenho no salto foi avaliado pela altura de salto e o impacto foi avaliado pelo pico de força de reação de solo. A altura do salto foi estimada pelo tempo de voo pela equação: ½ x g x (t/2)², onde g é a aceleração da gravidade e t é o tempo de voo. A altura do salto foi normalizada pela estatura e o pico da força de reação do solo pela massa corporal. O projeto foi registrado no SIPPEE (nº:20180628092035) e aprovado pelo comitê de ética (CAAE: 96791018.0.0000.5323). Para comparação foi realizada para cada variável Equações de Estimativa Generalizadas com três fatores (intervenções, tempo e sexo), seguidas de comparação por pares com o teste de Bonfferoni. Houve interação entre o fator intervenções e o sexo para altura do salto (p=0,015), as mulheres apresentaram diferença entre os dias de avaliação (p≤0,016) e menor desempenho que os homens (p≤0,003). O pico de força de reação do solo teve diferença apenas entre os sexos (p=0,050), mulheres apresentaram menores valores em relação aos homens. As técnicas de liberação miofascial e o alongamento não tem influência sobre o desempenho e o impacto no salto vertical

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
MARTINS, G.; SEGALA DOS SANTOS, C.; LEMES LEMOS, A.; JOSIBEL VELASQUES STOELBEN, K.; PIVETTA CARPES, F. TÉCNICAS DE LIBERAÇÃO MIOFASCIAL E ALONGAMENTO DINÂMICO NÃO ALTERAM O DESEMPENHO E O IMPACTO NO SALTO VERTICAL EM ADULTOS JOVENS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.