AUTOESTIMA DE HOMENS JOVENS DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19: RESULTADOS PRELIMINARES

  • Erisvan da Silva
  • Melissa Medeiros Braz
  • Guilherme Tavares de Arruda
Rótulo Autoestima, Infecções, Coronavírus, Valores, Sociais

Resumo

A autoestima é uma percepção multifatorial que pode ser descrita como o grau dos sentimentos positivos de uma pessoa sobre si mesma e está intimamente associada a fatores socioculturais e valores relacionados ao corpo. Além disso, estudos anteriores demonstraram que a autoestima negativa contribui para a ocorrência de transtornos alimentares e de depressão. Além disso, no contexto da pandemia de COVID-19, o confinamento domiciliar preconizado para o seu controle de disseminação é capaz de desencadear sintomas como ansiedade e depressão (SILVA; PIMENTEL; MERCES, 2020). Deste modo, o presente estudo objetiva analisar a relação entre autoestima e características sociodemográficas de homens jovens durante a pandemia de COVID-19. Foi realizado um estudo quantitativo, observacional do tipo transversal, realizado entre junho e setembro de 2020. Foram incluídos homens com idades entre 18 e 30 anos que soubessem ler e escrever em português brasileiro. Homens que tivessem transtorno psiquiátrico autorrelatado foram excluídos. A coleta de dados ocorreu de forma online por meio de convites em mídias sociais. Utilizou-se um questionário sociodemográfico e antropométricos contendo informações sobre idade, anos de estudo, companheira(o) sexual fixa(o), doenças associadas, peso e altura para o cálculo do índice de massa corporal (IMC) em kg/m². Para avaliação da autoestima, utilizou-se o Rosenberg Self-Esteem Scale (RSES) (HUTZ; ZANON, 2011) que contém 10 itens com respostas variando entre discordo totalmente a concordo totalmente, nas quais pontuações altas indicam melhor autoestima. Os dados foram analisados por meio da Correlação de Spearman e teste U de Mann-Whitney, devido à distribuição não-paramétrica dos dados. Adotou-se p<0,05. Participaram do estudo 476 homens (23,37 ± 3,10 anos de idade). A maioria não possuía companheira(o) sexual fixa(o) (n=324; 71,70%), não relatou ter ansiedade (n=376; 79%) e depressão (n=452; 95%). A média dos anos de estudo, IMC e apreciação corporal foram 15,88 ± 2,71 anos, 24,18 ± 3,57 kg/m² e 3,73 ± 0,76 pontos, respectivamente. Homens com companheira(o) sexual fixa(o) (32,22 ± 5,63 pontos), sem ansiedade (32,12 ± 5,48 pontos) e sem depressão (32,02 ± 5,43 pontos) tiveram melhor autoestima, comparados àqueles sem companheira(o) sexual fixa(o) (31,61 ± 5,53 pontos), com ansiedade (30,56 ± 5,72 pontos) e com depressão (27,54 ± 6,47 pontos). Entre essas variáveis, a pontuação da autoestima foi significativamente diferente entre os homens com ansiedade (p=0,011) e depressão (p=0,001). A autoestima também apresentou correlação com a idade (rho=0,156; p=0,001) e os anos de estudo (rho=0,098; p=0,032). Neste estudo, quanto maior a idade e os anos de estudo, maior é a autoestima. Ademais, homens com ansiedade e depressão possuem menor autoestima. Em suma, é necessário o prosseguimento de estudos com uma abordagem mais ampla e sustentada.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
DA SILVA, E.; MEDEIROS BRAZ, M.; TAVARES DE ARRUDA, G. AUTOESTIMA DE HOMENS JOVENS DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19: RESULTADOS PRELIMINARES. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.