A DIVERSIDADE DE PALMEIRAS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - BRASIL

  • Mauricio Cogo
  • Bruna Lucia Laindorf
  • Lurdes Zanchetta da Rosa
  • Antonio Batista Pereira
  • Velci Queiroz de Souza
Rótulo Arecaceae, Distribuição, Espécies

Resumo

A família Arecaceae é composta por plantas popularmente conhecidas como palmeiras. Estas, compreendem a terceira maior família botânica, apresentando distribuição pantropical. São caracterizadas pela coroa de folhas agrupadas no ápice da planta, proveniente da única gema apical, as folhas são pinadas, simples ou flabeliformes, geralmente de grandes dimensões. Atualmente são descritas em torno de 2.500 espécies, entretanto é possível encontrar até três vezes mais espécies, nos bancos de dados. Para verificar os registros a respeito da diversidade de Arecaceae para o Rio Grande do Sul, foi realizada revisões de literaturas, bancos de dados online e de material biológico disponível em herbário. Revisando literaturas recentes disponível, percebemos algumas divergências acerca da diversidade presente no estado. Ao todo, são citadas, 23 palmeiras e 2 híbridos para o Rio Grande do Sul. Das quais, mediante revisão nos bancos de dados, 3 são sinonímia de outras espécies: Butia missioneira (sinônimo de Butia yatay), Butia pulposa (sinônimo de Butia odorata), Geonoma gamiova (sinônimo de Geonoma elegans). Outras 6 espécies não apresentam dados consistentes de ocorrência natural, ou material herborizado: Acrocomia totai, Butia capitata, Butia microspadix, Butia stolonifera, Geonoma meridionalis e Geonoma pohliana. Treze espécies, uma variedade e 2 híbridos, aparecem na literatura em consenso: Bactris setosa, Butia catarinenses, Butia eriospatha, Butia exilata, Butia lallemantii, Butia odorata, Butia paraguayensis, Butia witeckii, Butia yatay, Euterpe edulis, Geonoma schottiana, Syagrus romanzoffiana, Tritrinax brasiliensis. Variedade: Tritrinax acantocoma. 2 Hibridos: Butyagrus nabonnandii e Butyagrus alegretensis. A pesquisa demonstrou que as sinonímias presentes nesta família interferem na classificação das espécies para o Estado, no entanto, a maior lacuna está na falta de registro científico das espécies, através de depósitos de amostras de exemplares em herbários. A diversidade de palmeiras do Rio Grande do Sul, configura um desafio a ser explorado. No decorrer da história, diversas publicações buscaram determinar as espécies ocorrentes nesse Estado, entretanto, até o momento, podemos perceber que não há um consenso entre os pesquisadores.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
COGO, M.; LUCIA LAINDORF, B.; ZANCHETTA DA ROSA, L.; BATISTA PEREIRA, A.; QUEIROZ DE SOUZA, V. A DIVERSIDADE DE PALMEIRAS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - BRASIL. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.