EXERCÍCIO FÍSICO AGUDO PROMOVE PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA DE RECONHECIMENTO PELA ATIVAÇÃO DE RECEPTORES DOPAMINÉRGICOS D1

  • Ana da Rosa
  • Steffanie Severo Picua
  • Shara Souza E Silva
  • Náthaly Marks Soares
  • Pamela Billig Mello Carpes
  • Karine Ramires Lima
Rótulo Exercício, Agudo, Reconhecimento, Persistência, Receptores, Dopaminérgicos

Resumo

O exercício físico agudo (EA) modula a memória a partir da ativação do sistema dopaminérgico, mas o envolvimento individual dos receptores D1 e D5 não é conhecido. Considerando que os receptores D1 e D5 utilizam diferentes segundos mensageiros intracelulares, nosso objetivo foi investigar o envolvimento desses receptores na modulação da memória pelo EA. Este projeto foi aprovado pelo CEUA/UNIPAMPA (protocolo 033/2019). Ratos Wistar machos foram divididos em 8 grupos (n=8-10/grupo): (i) Controle; (ii) SKF38393 (agonista dopaminérgico D1/D5); (iii) EA; (iv) EA + SCH23390 (antagonista dopaminérgico D1/D5); (v) EA + Rp-cAMPS (inibidor de PKA - 2º mensageiro de D1); (vi) EA + Go6976 (inibidor de PKC - 2º mensageiro de D5); (vii) EA + SCH23390 + Sp-cAMP (estimulador de PKA) e (viii) EA + SCH23390 + PMA (estimulador de PKC). Inicialmente, os animais foram submetidos à cirurgia estereotáxica para implantação de cânulas na região CA1 do hipocampo, para posterior infusão de droga/salina. Para avaliação da memória foi utilizada a tarefa de reconhecimento de objetos (RO). Imediatamente após o treino no RO, ratos dos grupos EA foram submetidos à uma sessão única de EA (60-70% do VO2máx indireto;30 min). O teste no RO foi realizado 24h, 7, 14 e 21 dias após o treino. O teste t de uma amostra foi usado para comparar o percentual de exploração de cada objeto com uma média teórica de 50% (significativo quando P<0,05). No teste de RO de 24h todos os animais exploraram significativamente mais de 50% do tempo total de exploração o novo objeto, demonstrando consolidação da memória. Nos testes de persistência da memória, o grupo controle explorou de forma semelhante ambos objetos (P=0.5469/7ºdia), sugerindo esquecimento fisiológico. O grupo SKF38393 explorou o novo objeto significativamente mais do que o familiar (P=0.0226/21º dia), portanto, a ativação farmacológica dos receptores D1/D5 promoveu a persistência da memória. Os animais expostos à sessão única de EA apresentaram persistência de memória até o 14º dia (P=0.0004). Ainda, observamos que o bloqueio dos receptores D1/D5 inibiu o efeito do EA, uma vez que o grupo EA + SCH23390 explorou de forma semelhante os dois objetos (P=0.2304/7º dia). Quando a mesma droga foi associada ao Sp-cAMP, ativador do segundo mensageiro PKA, houve persistência da memória até o 14º dia (P=0.0360). Em adição, o grupo EA + Rp-cAMPS (inibidor da PKA) explorou de forma semelhante os dois objetos (P=0.5296/7º dia). Estes resultados demonstram o envolvimento dos receptores D1 nos efeitos modulatórios do EA. . Por outro lado, a inibição de PKC não afetou a persistência da memória (P=0005/14º dia), assim como a sessão de EA associada ao bloqueio de D1/D5 e ao estímulo de PKC não promoveu a persistência da memória (P=0.0708/7º dia), demonstrando que os receptores D5 não estão envolvidos nos efeitos modulatórios do EA. Nossos resultados demonstram que os receptores dopaminérgicos D1 são essenciais para a modulação da memória pelo EA.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
DA ROSA, A.; SEVERO PICUA, S.; SOUZA E SILVA, S.; MARKS SOARES, N.; BILLIG MELLO CARPES, P.; RAMIRES LIMA, K. EXERCÍCIO FÍSICO AGUDO PROMOVE PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA DE RECONHECIMENTO PELA ATIVAÇÃO DE RECEPTORES DOPAMINÉRGICOS D1. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.