POTENCIAL ANTIMICROBIANO DO PSIDIUM CATTLEIANUM EM STAPHYLOCOCCUS AUREUS, ESCHERICHIA COLI E KLEBSIELLA PNEUMONIAE CARBAPENEMASE

  • Annelize Lunardi
  • Luís Paulo dos Santos Ribas
  • Félix Roman Munieweg
  • Ana Luisa Reetz Poletto
  • Cristiane Casagrande Denardin
  • Cheila Denise Ottonelli Stopiglia
Rótulo Araçá, Bactérias, Microbiologia, Compostos, fenólicos, Extrato

Resumo

Introdução: Os compostos fenólicos são estruturas moleculares de comum localização em alimentos como frutas e vegetais e carreiam consigo uma imensa gama de possibilidades de interações fisiológicas e bioquímicas, entre elas é possível citar atividades bactericidas. Acresce que determinados micro-organismos são considerados problemas de saúde pública, óbices que são ampliados quando as bactérias apresentam resistência a antibióticos. Embora exista uma quantidade significativa de referências bibliografias sobre os benefícios oriundos das frutas, ainda encontra-se presente pouco material referente a frutas regionais, como exemplo de fruta regional é fazível mencionar o Psidium cattleianum, (araçá), sua taxa de compostos fenólicos é conhecida, entretanto não há evidências da sua capacidade antimicrobiana. Objetivos: Definir a atividade antimicrobiana do extrato dos frutos de araçá amarelo em Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae carbapenemase e avaliar o desempenho dos compostos fenólicos do fruto diante a interações microbianas. Metodologia: Os frutos de P. cattleianum da variedade amarela foram submetidos a uma extração de seus compostos fenólicos por meio de uma extração etanólica e após foi efetuada a ressuspensão em água milli-Q para a mensuração de compostos fenólicos totais, os quais foram expressos em Equivalentes de ácido clorogênico/mL (EAC/mL) utilizando-se uma curva padrão de ácido clorogênico. A atividade microbiana foi determinada através da concentração inibitória mínima (MIC) do extrato e do cloranfenicol por meio de técnicas de microdiluição em caldo, conforme o protocolo Clinical and Laboratory Standards and Institute para bactérias, as cepas utilizadas foram S. aureus, E. coli e Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) as quais foram submetidas ao extrato de araçá referente as concentrações que variam de 1250 a 2,44 µg EAC/mL. Para o controle positivo o cloranfenicol, e para o negativo apenas o caldo. As amostras tratadas foram incubadas por 24 horas e após esse período o crescimento microbiológico foi quantificado e os valores da MIC foram definidos através das menores concentrações que apresentaram meio claro nas amostras submetidas ao tratamento que não apresentavam turbidez Resultados: Diante a análise visual dos tratamentos, as menores concentrações que apresentaram efeito antimicrobiano foram as de 156,25 µg EAC/mL (referente a S. aureus), 312,5 µg EAC/mL (referente a E. coli) e 1250 µg EAC/mL (referente a KPC) e o controle positivo foram 0,5 µg/mL (referente a S. aureus e E. coli) e 2 µg/mL (referente a KPC). Conclusão: Visto que os compostos fenólicos são capazes de prover efeitos antimicrobianos e que uma das principais fontes desses compostos são as frutas, o extrato do araçá amarelo apresentou atividade antimicrobiana satisfatória nas bactérias S. aureus, E. coli e KPC desta forma podendo demostrar uma possível aplicação do uso do extrato para o combate de microrganismos patogênicos.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
LUNARDI, A.; PAULO DOS SANTOS RIBAS, L.; ROMAN MUNIEWEG, F.; LUISA REETZ POLETTO, A.; CASAGRANDE DENARDIN, C.; DENISE OTTONELLI STOPIGLIA, C. POTENCIAL ANTIMICROBIANO DO PSIDIUM CATTLEIANUM EM STAPHYLOCOCCUS AUREUS, ESCHERICHIA COLI E KLEBSIELLA PNEUMONIAE CARBAPENEMASE. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.