EMISSÃO DE FOLHAS DE STATICE EM DOIS LOCAIS DE CULTIVO

  • Nicolly Tavares
  • Nicolly Carrazoni Tavares
  • Dionatan Roberto Costa
  • Regina Tomiozzo
  • Cleber Maus Alberto
  • Nereu Augusto Streck
Rótulo Produção, flores, Desenvolvimento, Limonium, sinuatum

Resumo

Encontrar alternativas de diversificação da produção para agricultores familiares é muito importante para gerar valor e complementar a renda familiar. A produção de flores de corte tem grande potencial para atender esta demanda. Espécies como a statice (Limonium sinuatum (L.) Mill.) são ideais, por sua rusticidade, durabilidade póscolheita e baixo custo em investimentos. Mas, para isso, é preciso entender como esta espécie se comporta em diferentes ambientes. Desta forma, o objetivo deste trabalho é avaliar a evolução do número de folhas de statice em dois locais de cultivo no Rio Grande do Sul. Para isso, experimentos de campo estão sendo conduzidos em propriedades rurais em dois municípios: Itaqui e Santa Maria. Mudas de statice da cultivar QIS Yellow Limonium foram produzidas em ambiente protegido e quando apresentaram em média 10 folhas, foram transplantadas em canteiros corrigidos e adubados de acordo com a análise de solo. As mudas foram dispostas em duas linhas pareadas, distantes 0,50 m e com 0,30 m entre plantas na linha. O delineamento experimental utilizado foi blocos ao acaso com três repetições, sendo que cada repetição contém 10 plantas, das quais 6 plantas são avaliadas. Os transplantes foram realizados em 31/07/2020 em Itaqui e em 01/08/2020 em Santa Maria. Para avaliar a evolução da emissão de folhas foi realizada a contagem semanal do número de folhas e calculada a média geral. Em Santa Maria/RS, nos primeiros dias após o transplante (DAT) a emissão de folhas foi menor, emitindo cerca de 3 folhas a cada 5 dias. Quando as plantas tinham em média de 21 folhas (aos 23 DAT) iniciou a fase reprodutiva. Após este momento, as plantas continuaram a emitir folhas e mais rapidamente, aumentando em média 10 folhas a cada 7 dias, atingindo 60 folhas na última avaliação, 52 DAT. Em Itaqui/RS as plantas comportaram-se de maneira distinta, aumentando 2 folhas a cada 7 dias até o início da fase reprodutiva (com 24 folhas aos 45 DAT) e 5 folhas após 7 dias, atingindo em média 29 folhas aos 52 DAT. Diante disso, nota-se que a planta de statice apresenta hábito indeterminado, ou seja, continua a emitir folhas após o início da fase reprodutiva. Outro ponto é a diferença do número de folhas entre os locais, onde a emissão de folhas em Santa Maria foi maior em relação à Itaqui, que pode ser atribuída principalmente à baixa precipitação acumulada ao longo dos 52 dias Itaqui, com 80 mm, em relação a Santa Maria, com 162 mm. Assim, verifica-se que a emissão de folhas da statice varia de acordo com o local de cultivo e com a disponibilidade de água, e por isso, estudos em outros locais são necessários para caracterizar o desenvolvimento desta flor de corte no estado do Rio Grande do Sul.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
TAVARES, N.; CARRAZONI TAVARES, N.; ROBERTO COSTA, D.; TOMIOZZO, R.; MAUS ALBERTO, C.; AUGUSTO STRECK, N. EMISSÃO DE FOLHAS DE STATICE EM DOIS LOCAIS DE CULTIVO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.