PLASTOCRONO DE FISÁLIS CULTIVADA EM AMBIENTE SUBTROPICAL

  • Mateus Barcelar
  • Francis Soldateli
  • Andrei Soares Moura
  • Alex Oliveira
  • Anderson Weber
Rótulo Physalis, Peruviana, L, Desenvolvimento, Soma, térmica, Emissão, nós

Resumo

O estudo do desenvolvimento vegetal medido através do plastocrono é essencial para a compreensão da ecofisiologia das culturas. O plastrocrono é o intervalo de tempo entre o aparecimento de dois nós sucessivos nas hastes das plantas, sendo estimado a partir do conhecimento do tempo necessário em dias, semanas ou soma térmica. O objetivo do presente trabalho foi estimar o plastocrono durante as fases fenológicas da fisális cultivada em ambiente subtropical. O experimento foi realizado na área experimental da Universidade Federal do Pampa, Campus Itaqui. O delineamento experimental adotado foi de blocos casualizados, com quatro blocos, constituídos de 15 plantas cada bloco. Para a produção das mudas utilizarem-se sementes de plantas matrizes da fisális (Physalis Peruviana L.), adquiridas comercialmente. O transplantio foi realizado após as mudas apresentarem quatro folhas definitivas, sendo dispostas em espaçamento de 3,0 x 0,50 m entre canteiros e entre plantas, respectivamente. As avaliações do número de nós acumulados nas hastes foram realizadas semanalmente, a partir da data de emissão dos primeiros nós sucessivos, durante as fases vegetativa e reprodutiva. A soma térmica diária (STd °C dia), foi calculada pela média aritmética das temperaturas mínima e máxima diárias do ar menos a temperatura base da cultura; já a soma térmica acumulada (STa °C dia), foi obtida pelo somatório das STd a partir do transplantio. Os dados foram submetidos à análise de variância e posterior regressão. A emissão do número de nós, mostra aumento durante o período avaliado. Na fase vegetativa, o número máximo de nós obtidos foram de 52,3 nós com pico térmico de 2.054 °C dia. Durante a fase reprodutiva, entre o início da floração e ao início da maturação dos frutos, o número máximo de nós obtidos foi de 102,4 nós com pico térmico de 3.086 °C dia. Houve maior acúmulo térmico para a emissão de nós (plastocrono) no período reprodutivo, entre o início da floração e o início da maturação dos frutos (20,6 °C dia nó-1) em relação ao período vegetativo (15,7 °C dia nó-1). Desta forma, conclui-se que o maior valor de plastocrono da fisális cultivada em ambiente subtropical foi de 20,6 °C dia nó-1 durante a fase reprodutiva.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
BARCELAR, M.; SOLDATELI, F.; SOARES MOURA, A.; OLIVEIRA, A.; WEBER, A. PLASTOCRONO DE FISÁLIS CULTIVADA EM AMBIENTE SUBTROPICAL. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.