ESTUDO DE MELHORIA DE AREIA EÓLICA SOB A ADIÇÃO DE SOLO DE TEXTURA FINA E ESTABILIZANTE QUÍMICO

  • Guilherme Costa
  • Guilherme Castro da Costa
  • Érika Jamily Alves Nunes
  • Wilber Feliciano Chambi Tapahuasco
Rótulo Cal, hidratada, Estradas, não, pavimentadas, Resistência, à, compressão, simples

Resumo

A região sudoeste do Rio Grande do Sul, caracteriza-se por apresentar algumas áreas afetadas pelo processo de arenização, isso devido a fatores naturais e/ou antrópicos, gerando um impacto ambiental e socioeconômico no âmbito rural. O objetivo do trabalho foi estudar um solo eólico extraído de areal, visando o seu aproveitamento sustentável na manutenção e edificação de estradas rurais não pavimentadas. Mohamed (2005) avaliou a adição de cimento em solo eólico no país de Omã em diferentes porcentagens de estabilizante (2, 4, 8, 10 e 12 %) e tempos de cura (0, 7, 14, e 28 dias). O autor concluiu que conforme há o incremento no tempo de cura, a mistura ganha maiores valores de resistência, a melhor proporção de solo-estabilizante foi de 12% (2,3 Mpa). Por outro lado, Corteleti (2013) estudou a estabilização química (cal) de um solo residual em diferentes porcentagens de aditivo (5, 7, 9 e 11%) e concluiu que a mistura com 11% do aditivo apresentou melhores resultados 0,169 Mpa. Para este estudo sob adição de solo fino e cal hidratada foram trabalhadas diversas misturas geotécnicas do solo eólico. As proporções de solo eólico- solo fino-cal hidratada corresponderam a 75%-25%-0%, 80%-20%-0%, 85%-15%-0%, 75%-20%-5%, 80%-15%-5% e 85%-10%-5%. Seguidamente, as misturas foram submetidas a ensaios de compactação dinâmica pelo método Proctor, possibilitando assim a confecção de corpos de prova, logo foram deixados em processo de cura por 28 dias. Após isso, utilizando uma prensa uniaxial, cada corpo de prova foi submetido teste de resistência à compressão simples. Para a apresentação dos dados obtidos das diferentes misturas estudadas, foi adotado o controle estatístico do concreto por amostragem parcial disposto na normativa NBR 12655, onde se obtiveram os seguintes valores de resistência, 0,181 Mpa (75%-20%-0%), 0,147 Mpa (80%-20%-0%); 0,109 Mpa (85%-15%-0%); 0,234 Mpa (75%-20%-5%); 0,189 Mpa (80%-15%-5%); 0,057 Mpa (85%-10%-5%). Os resultados experimentais mostraram que quanto maior o teor de finos nas misturas o teor de umidade ótimo aumenta, isso devido à mineralogia e superfície específica das partículas do solo fino e cal hidratada. Além disso, determinou-se que a mistura solo eólico-solo fino-cal de 75%-20%-5% apresentou valores de resistência à compressão simples, maiores em comparação às demais misturas estudadas. Quando comparada a mistura de 75%-20%-5% com valores obtidos por Mohamed (2005) e Corteleti (2013), observa-se que o solo eólico estabilizado com cal apresentou valores de resistência inferiores ao solo eólico estabilizado com cimento Portland, porém, ao compara-lo com os resultados obtidos por Corteleti (2013), nota-se que a cal hidratada reagiu melhor com solo eólico do que o solo residual, pois apresentou maior valor de resistência. Finalmente conclui-se que a adição de cal hidratada nas misturas permitiu um ganho de resistência nos corpos de prova.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
COSTA, G.; CASTRO DA COSTA, G.; JAMILY ALVES NUNES, ÉRIKA; FELICIANO CHAMBI TAPAHUASCO, W. ESTUDO DE MELHORIA DE AREIA EÓLICA SOB A ADIÇÃO DE SOLO DE TEXTURA FINA E ESTABILIZANTE QUÍMICO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.