COMPARATIVO DA PRODUÇÃO DE VACAS LEITEIRAS EM TRANSIÇÃO DE SISTEMA

  • Jordani Cardoso
  • Milene Lopes dos Santos
  • Lucas Cardozo da Silva
  • Natália Machado Rahal
  • Cássio Cassal Brauner
  • Marcio Nunes Corrêa
Rótulo Free, stall, Semi-extensivo, Semi-intesivo

Resumo

O sistema de confinamento Free Stall está entre os modelos mais utilizados em propriedades leiteiras, uma vez que os produtores procuram melhorar o bem estar animal, aumentar o controle do sistema produtivo e consequentemente a produção de leite. Com isso, o objetivo desse estudo foi avaliar a produção de um rebanho leiteiro em transição do sistema semi-extensivo para o sistema semi-intensivo Free stall. Foi avaliado a produção média de leite durante dois anos em uma propriedade leiteira comercial familiar, localizada no município de São Lourenço do Sul-RS (31°17'07.1"S 52°03'22.3"W), com área total de 140 ha e animais da raça Holandês, com idade média de 4 anos. Considerou-se a produção média diária/ mês de um total de 130 vacas (65/ em cada ano) [(prod. mensal total/nº vacas)/ nº de dias] 24 meses antes da implementação do sistema Free stall (agosto/1997 a julho/1999) e 24 meses após a mudança de sistema (setembro de 1999 a agosto de 2001). A dieta dos animais era composta 60% de volumoso e 40% de concentrado, sendo o volumoso baseado em silagem de milho, pastagem natural durante o período de verão e pastagem cultivada de Lolium multiflorum durante o período de inverno; e o concentrado à base de ração comercial, em ambos os momentos. As médias de produção foram comparadas através do teste t não pareado, no programa estatístico GraphPad Prism 6, sendo considerado significativo o p<0,05. As médias de produção de leite foram de 19,93±0,35 L de leite/vaca antes do Free stall e 20,31±0,44 L de leite/vaca após, não havendo diferença significativa (p=0,5). Esperava-se que haveria uma diferença na produção com a intensificação do sistema, porém o resultado encontrado pode ser porque anteriormente os animais já estavam em um sistema semi-extensivo bem estruturado, com pastagem de qualidade e bem manejada, visto que a produção de leite era 19 litros média/vaca, considerada alta para sistemas majoritariamente extensivos. Além disso, no sistema semi-intensivo os animais ainda possuíam acesso a pastagem além da dieta, não ocorrendo demasiada alteração do sistema semi-extensivo onde, mesmo permanecendo soltos, recebiam uma suplementação de uma dieta concentrada (40:60). Assim, com a troca de sistema não houve alterações significativas na dieta que levassem ao aumento na produção de leite. Outro ponto que poderia justificar os resultados encontrados, se refere à propriedade ser de caráter familiar, apresentando como característica uma produção eficiente em pequenas áreas. Ainda, sabe-se que um dos grandes entraves do sistema extensivo é o gasto de energia para locomoção dos animais, porém nesta propriedade os animais não tinham gasto de energia com deslocamento para as áreas de pastagem, já que os piquetes eram próximos aos locais de ordenha e de alimentação. Posto isto, concluímos que não houve incremento na produção de leite após a transição do rebanho para o sistema semi-intensivo na propriedade avaliada.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
CARDOSO, J.; LOPES DOS SANTOS, M.; CARDOZO DA SILVA, L.; MACHADO RAHAL, N.; CASSAL BRAUNER, C.; NUNES CORRÊA, M. COMPARATIVO DA PRODUÇÃO DE VACAS LEITEIRAS EM TRANSIÇÃO DE SISTEMA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.