EFICÁCIA DO ALBENDAZOL EM NEMATÓDEOS GASTRINTESTINAIS EM OVINOS EM 2 DIFERENTES ESTAÇÕES DO ANO

  • Natanael dos Santos
  • Karoline Barcellos da Rosa
  • Rodrigo Flores Escobar
  • Velci Queiroz De Souza
  • Thaís Moreira Osório
  • Leonardo de Melo Menezes
Rótulo Endoparasitoses, Epidemiologia, Ovinocultura, Variação, estacional

Resumo

A ovinocultura é uma importante área de captação de recursos para a economia, especialmente para o estado do Rio Grande do Sul.  Entretanto, apresenta como um dos principais entraves ao seu desenvolvimento, pois causam perdas significativas, podendo inclusive, levar a morte de indivíduos do rebanho. O tratamento mais eficaz frente às endoparasitoses ainda é o uso de fármacos anti-helmínticos. No entanto, atualmente há uma dificuldade ainda maior no controle destas infecções, que é a resistência aos medicamentos disponíveis. Devido ao efeito seletivo, a eficácia de qualquer produto antiparasitário pode diminuir bruscamente, favorecendo a permanência da população resistente e a eliminação de indivíduos susceptíveis. Entre os fármacos ainda muito utilizados na ovinocultura para enfrentamento das parasitoses, está o albendazol. Este pertence à classe dos Benzimidazóis e sua ação se dá pela ligação com a tubulina e modificação do padrão de polimerização para formação de microtúbulos o que leva a alteração de diversas funções celulares. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a sensibilidade de nematóides gastrintestinais ao albendazol, em rebanho de 120 ovinos em criação semi-intensiva, infectados naturalmente, em 2 diferentes estações do ano: primavera e verão, em Santana do Livramento, Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Neste trabalho, realizou-se o teste da redução na contagem de ovos nas fezes (TRCOF), sendo o método de escolha para o monitoramento da eficácia anti-helmíntica. Realizaram-se coletas das amostras de fezes de 30 animais deste grupo, ao acaso, diretamente da ampola retal para a contagem de ovos por gramas de fezes (OPG) em dois momentos. O primeiro correspondente ao dia 0 (D0), o qual os ovinos foram tratados com albendazol na dosagem de 5mg/kg de peso corporal e o segundo realizado após sete dias da vermifugação (D7). As amostras foram identificadas e acondicionadas adequadamente, sendo enviadas ao Laboratório de Microbiologia e Microscopia da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) para as análises. A técnica utilizada foi a descrita por Gordon & Witchlock (1939) e a visualização dos ovos foi realizada utilizando-se placas de McMaster sob microscópio óptico. Foi observado no D0 OPG de 1500, havendo eficácia de 51% em levantamento realizado na primavera. No verão, o D0 foi de 1800, cuja eficácia do fármaco foi de 64% neste período. Concluiu-se que o albendazol foi pouco ou totalmente ineficaz no controle de parasitos gastrintestinais de ovinos nas duas estações do ano em que foi testado, apresentando, portanto, resistência em ovinos.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
DOS SANTOS, N.; BARCELLOS DA ROSA, K.; FLORES ESCOBAR, R.; QUEIROZ DE SOUZA, V.; MOREIRA OSÓRIO, T.; DE MELO MENEZES, L. EFICÁCIA DO ALBENDAZOL EM NEMATÓDEOS GASTRINTESTINAIS EM OVINOS EM 2 DIFERENTES ESTAÇÕES DO ANO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.