INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA AMBIENTAL NOS PADRÕES FISIOLÓGICOS DE OVINOS DAS RAÇAS SANTA INÊS E TEXEL

  • Gustavo Lopes
  • Luiane Pacheco da Silva
  • Helena Brocardo Comin
  • Geovana Chaves Dorneles
  • Lourdes Caruccio Hirschmann
  • Anelise Afonso Martins
Rótulo Ovinos, Temperatura, Texel, Santa, Inês

Resumo

A expansão da ovinocultura no Sul do Brasil desperta a busca por raças adaptadas ao clima subtropical, o clima do Rio Grande do Sul (RS) apresenta disparidade durante as estações do ano, épocas muito frias, outras com calor extremo. Por isso a necessidade de produzir animais resistentes a variações de temperatura, em curtos períodos de tempo. Devido a isto, objetivou-se comparar padrões fisiológicos entre ovinos da raça Texel e Santa Inês. Esta pesquisa foi desenvolvida em fevereiro de 2020, em propriedade rural particular situada na cidade de Santana da Boa Vista/RS. Foram analisados 50 ovinos, fêmeas adultas de sistema extensivo, sendo 25 da raça Santa Inês (SI) e 25 da raça Texel (TX), avaliou-se as diferenças entre o período (manhã e tarde), temperatura retal (TR) e superficial (TS), raça e cor da pelagem. Foram submetidos ao mesmo manejo de manhã e à tarde. Para as análises dos resultados utilizou-se o software R studio (versão 3.6). Na verificação da temperatura ambiental (TA), pela manhã observou-se TA média máxima 24°C e pelo turno da tarde 28,7°C. No turno da manhã, os animais da raça TX apresentaram TR média de 39,1°C (mín.38,0°C máx. 39,9°C), enquanto a raça SI 38,9°C (mín. 38,1°C máx. 39,7°C). Em relação as médias da TS, para TX foi 30,7°C (mín. 27,3°C máx. 33,9°C) e SI 35,9°C (mín. 33,4°C máx. 38,0°C). No turno da tarde, a TR média para TX foi 39,3°C (mín. 38,9°C máx. 40,1°C), enquanto SI apresentaram TR média de 39,2°C (mín. 38,7°C máx. 39,7°C). Já, a TS média do grupo TX foi de 31,6°C (mín. 27,7°C máx.38,8°C), enquanto as SI 35,6°C (mín. 33,3°C máx. 38°C). Ao comparar a variável período (manhã e tarde) e raça, pode-se notar que tiveram diferenças significativas (p<0,05) para a frequência respiratória (FR) e frequência cardíaca (FC), ou seja, a FR e FC dos ovinos, independente de raça e pelagem foi maior no período da tarde. A raça TX apresentou maiores FR que a raça SI. Por meio do teste de comparação de médias (Tukey) pode-se notar que a TR dos ovinos apresentou-se maior no período da tarde (p<0,05), independente de raça e pelagem, sendo maiores na TX nos dois turnos em relação a SI, no entanto não foi estatisticamente significativo. Já, a TS da SI foi maior que da TX. Não houve efeito do período na TS. Não houve interações significativas (entre raça e pelagem). A pelagem escura independente de raça apresentou as temperaturas mais elevadas. Os dados apresentados acima indicam a importância da temperatura ambiental sobre os índices fisiológicos dos ovinos, pois os animais apresentaram temperaturas mais elevadas à tarde, quando a temperatura ambiente era mais elevada que pela manhã. Conclui-se que há influência da TA sobre a temperatura dos animais, e que pode haver variação da resposta destes dependendo da raça e pelagem. E principalmente, que a raça SI apresentou maior estabilidade térmica durante os dois períodos do dia avaliados. Com isso, pretende-se abranger a pesquisa para as demais estações do ano.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
LOPES, G.; PACHECO DA SILVA, L.; BROCARDO COMIN, H.; CHAVES DORNELES, G.; CARUCCIO HIRSCHMANN, L.; AFONSO MARTINS, A. INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA AMBIENTAL NOS PADRÕES FISIOLÓGICOS DE OVINOS DAS RAÇAS SANTA INÊS E TEXEL. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.