INCIDÊNCIA DE EIMERIA SPP. EM CORDEIROS NATURALMENTE INFECTADOS

  • Brenda da Silva
  • Cassiano Lopes Moreira
  • Damiane Antonetti
  • Lourdes Carrucio Hirschmann
  • Anelise Afonso Martins
  • Gladis Ferreira Corrêa
Rótulo Eimeriose, Ovinocultura, Parasitologia, Sanidade

Resumo

A Eimeria spp, é um coccídeo, parasita intracelular, causador da eimeriose, doença infeciosa intestinal que apresenta severidade principalmente em animais jovens. Os oocistos destes coccídeos são encontrados nas fezes de ovinos portadores, gerando uma contaminação ambiental e infecção dos animais suscetíveis, resultando em diarreia sanguinolenta. As perdas econômicas estão relacionadas as lesões nas células intestinais que ocasionam a redução no ganho de peso, retardo no crescimento e até mesmo morte dos animais. Através deste estudo, buscou-se verificar a frequência de oocistos de Eimeria spp, em cordeiros naturalmente infectados nas primeiras semanas de vida. O experimento ocorreu na fazenda escola da Universidade Federal do Pampa, campus Dom Pedrito, com 18 cordeiros, machos e fêmeas, da raça Crioula Lanada e cruza, nascidos de parto simples e duplos, os quais foram acompanhados desde o nascimento até os 50 dias e identificados por brincos. Cordeiros e mães permaneciam juntos, recebiam concentrado e alfafa duas vezes ao dia, eram soltos para pastejo em piquetes com campo nativo e pastagem cultivada e recebiam água ad libitum. Para análise parasitológica, amostras fecais foram coletadas dos cordeiros semanalmente, com auxílio de fraldas coletoras adaptadas com orifício para inserção da cauda, devido à idade dos mesmos, possibilitando a coleta sem contaminação ambiental e sem restringir os movimentos. Estas amostras foram encaminhadas ao Laboratório de Microscopia e Análise de Imagem, posteriormente submetidas a técnica de OOPG (Oocistos por gramas de fezes), onde utilizou-se 2 gramas de fezes, 58 ml de solução hiper saturada e câmaras de McMaster para leitura e contagem dos oocistos. Foram analisadas durante o experimento 126 amostras, onde 63,4% (80/126) destas apresentaram oocistos de Eimeira spp. O início da contaminação dos animais se deu a partir da 2ª semana de vida, em que 39% (7/18) deles apresentavam oocistos nas fezes, sendo que a contagem mais elevada nessa semana foi de 700 OOPG. Já na 4ª semana de vida dos cordeiros, 55% (10/18) apresentaram oocistos nas fezes e nessa semana ocorreu o primeiro pico, nos quais 30% (3/10) deles demonstraram uma elevação na quantificação, onde a mais alta foi de 30.000. Na 6ª semana foi visualizado coccídeos em 72% (13/18) das amostras, dessas 46% (6/13) estavam com o OoPG alto, sendo a maior quantificação 226.800, nessa semana foi o período com maior número de animais com quantificação elevada. No entanto, a 7ª semana apresentou um maior número de animais com oocistos nas fezes 83% (15/18) e a média geral maior 71.247 OOPG, embora esse valor tenha ocorrido devido a quantificação extremamente alta de um único animal. Deste modo, verificou-se que a contaminação dos cordeiros ocorre desde a segunda semana de vida, podendo ocasionar problemas no crescimento e perdas econômicas, com isso faz-se necessário medidas sanitárias de controle e profilaxia com intuito de diminuir a contaminação dos animais.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
DA SILVA, B.; LOPES MOREIRA, C.; ANTONETTI, D.; CARRUCIO HIRSCHMANN, L.; AFONSO MARTINS, A.; FERREIRA CORRÊA, G. INCIDÊNCIA DE EIMERIA SPP. EM CORDEIROS NATURALMENTE INFECTADOS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.