AVALIAÇÃO OBJETIVA DE CLAUDICAÇÃO EM CAVALOS CRIOULOS

  • Ana Rodrigues
  • Bruno Belmonte Silveira
  • Patrícia Maurer Taschetto
  • Renato Duarte Icart
  • Flávio Desessards De La Côrte
  • Marcos da Silva Azevedo
Rótulo Lameness, locator, sensores, inerciais, sistema, locomotor

Resumo

A claudicação é um sinal clínico, proveniente de lesões no sistema locomotor de animais de esporte, em consequência do stress repetitivo do exercício. Avaliação objetiva da claudicação (AOC) através de sensores inerciais sem fio é um método sensível e acurado, permitindo a detecção de claudicações sutis e diagnóstico precoce. O objetivo deste trabalho é identificar, caracterizar e localizar as lesões obtidos após AOC em animais da raça crioula, no estado do Rio Grande do Sul. Foram utilizados 150 animais, idade média de 7±3 anos, que apresentavam queixa de claudicação. A identificação (membro torácico ou pélvico), caracterização (primária, secundária ou compensatória) e localização (casco/quartela, boleto, metacarpo/metatarso proximal, tarso, rótula) da claudicação foi baseada em exame clínico completo, associando a AOC (LamenessLocator®) ao exame em movimento, testes de flexão e bloqueios diagnósticos. Em relação a modalidade esportiva, a de maior prevalência foi freio de ouro (50,7%). Em relação a presença de claudicação, 36% dos animais apresentaram claudicação primária, 26,7% claudicação primária e compensatória, 18% claudicação primária e secundária, 12,7% claudicação primária, compensatória e secundária e apenas 6,7% não demonstraram claudicação. A claudicação primária ocorreu principalmente nos membros torácicos (MT) (53,3%), seguido do membro pélvico (MP) representou 40%. Nos MT, as lesões foram mais prevalentes na região do casco/quartela (72%), boleto (15,9%) e metacarpo proximal (11,6%). Já nos MP a maior ocorrência foi no tarso (45,8%), seguida pela rótula (22,9%), boleto (14,6%) e metatarso proximal (14,6%). Nossos resultados revelaram uma prevalência de claudicação de 53,3% nos MT e 40% MP, o que diverge de estudo anteriores com a mesma raça 47,1% nos MT e 52,2% nos MP. A região de maior ocorrência de lesões, descritas na literatura, é a distal ao boleto (68,6%), resultado semelhante ao nosso (72,6%). Dentre as alterações dos MPs, o tarso foi o local de maior ocorrência (45,8%), inferior ao observado em outro estudo com a raça crioula (78,8). Grande parte dos animais com claudicação de MP, responderam positivamente à flexão do tarso, isso pode ser justificado pela falta de especificidade do teste. Conclui-se que animais da raça crioula tem uma alta predisposição por lesões distais nos MT e na região do tarso nos MP. Além disso a utilização da AOC possibilitou identificar e localizar claudicações primárias, secundárias e compensatórias, de maneira sensível e precisa.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
RODRIGUES, A.; BELMONTE SILVEIRA, B.; MAURER TASCHETTO, P.; DUARTE ICART, R.; DESESSARDS DE LA CÔRTE, F.; DA SILVA AZEVEDO, M. AVALIAÇÃO OBJETIVA DE CLAUDICAÇÃO EM CAVALOS CRIOULOS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.