ACETATO DE TRIANCINOLONA NO TRATAMENTO DE PITIOSE EQUINA CUTÂNEA: RELATO DE CASO

  • Patricia Taschetto
  • Leomar da Silva de Lima
  • Éder Lúcio Bernardi
  • Claudia Acosta Duarte
Rótulo Cavalo, Pythium, insidiosum, Retardoesteróide

Resumo

A Pitiose equina é uma doença ulcerativa proliferativa causada pelo oomiceto Pythium insidiosum, presente em áreas alagadas. O tratamento pode ser feito com exérese cirúrgica, imunoterápicos e imunomoduladores como o acetato de triancinolona. O objetivo do trabalho foi de demonstrar o tratamento com o uso de acetato de triancinolona, via intramuscular, em um equino com pitiose. Um equino fêmea, 4 anos, 390 Kg, Sem Raça Definida, foi atendido na Clínica Médica de Equinos Comfort Equi, apresentando uma ferida proliferada e ulcerada no membro posterior direito com evolução de 6 meses, medindo, aproximadamente, 40 cm largura x 8 cm profundidade, com presença de kunkers, confirmado macroscópico como pitiose. O tratamento consistiu-se de vitaminas, suplementos e transfusão sanguínea devido ao hematócrito baixo (16%), limpeza da ferida com iodo povidine tópico 10 % e Dimetilsulfóxido 10% tópico, antibioticoterapia com penicilina 15.385 UI/ Kg e sulfato de estreptomicina 6,41 mg/Kg a cada 48 horas por 5 dias, intramuscular; e aplicação de acetato de triancinolona, intramuscular por sete dias nas doses 20; 16; 12; 8; 4; 2; 2 e 2 mg/dia, com intervalo de 20 dias e 4 repetições, até a cicatrização completa. Conclui-se que a utilização de acetato de triancinolona nas doses abordadas, promoveu completa resolução da pitiose equina cutânea.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
TASCHETTO, P.; DA SILVA DE LIMA, L.; LÚCIO BERNARDI, ÉDER; ACOSTA DUARTE, C. ACETATO DE TRIANCINOLONA NO TRATAMENTO DE PITIOSE EQUINA CUTÂNEA: RELATO DE CASO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.