VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA EM CÃES COM DEGENERAÇÃO MIXOMATOSA VALVAR

  • Paola Marchetto
  • João Paulo da Exaltação Pascon
Rótulo Endocardiose, Prognóstico, Revisão, Sistemática

Resumo

A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) é indicador quantitativo da atuação do sistema nervoso autonômico sobre o coração de seres humanos e animais, muito utilizado na estratificação do risco de mortalidade e prognóstico das afecções cardiovasculares de seres humanos. Em cães cardiopatas, por sua vez, não há consenso científico sobre o efeito das principais afecções sobre a VFC, a qual muitas vezes é baseada em estudos científicos escassos ou extrapolada das cardiopatias de seres humanos. Desta forma, com o presente estudo objetivamos verificar o efeito da cardiopatia mais prevalente em cães (degeneração mixomatosa valvar) sobre a VFC, por meio de revisão sistematizada. Para tanto, as bases de dados PubMed, Scielo e ScienceDirect foram utilizadas para a busca de evidências, por meio do acrômio PICO (Population= cães com degeneração mixomatosa valvar; Intervention= VFC; Comparation= Não intervenção; Outcome= desequilíbrio autonômico indicado por um aumento no tônus simpático e diminuição do parassimpático, que fundamentaram a pergunta científica. A busca de dados nas bases produziu, somada as combinações entre os termos de pesquisa, um total de 1.805, 24 e 19.604 artigos respectivamente. Após a leitura dos títulos foram mantidos apenas seis estudos na base PubMed, três na Scielo e um na ScienceDirect, os quais foram submetidos a leitura do resumo como último critério de adequação ao tema estudado e exclusão, resultando em seis estudos adequados a pergunta científica. Todos os estudos foram classificados quanto ao níveis de evidência científica conforme o método de Oxford Centre for Evidence-based Medicine, resultando em graus de recomendação e níveis de evidências relativamente altos (dois artigos com graus A e quatro artigos com graus B) aos estudos, os quais descrevem a alteração da VFC (diminuição do tônus autonômico parassimpático e aumento do simpático) em cães com a degeneração mixomatosa valvar, quanto da presença da insuficiência cardíaca congestiva (ICC). Dessa forma, conclui-se que a degeneração mixomatosa valvar é capaz de influenciar a VFC de cães, a partir da ocorrência de ICC, indicando pior prognóstico. Porém, destaca-se a falta de estudos científicos sobre a VFC nas fases iniciais da doença, a qual necessita de novos estudos e evidências científicas.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
MARCHETTO, P.; PAULO DA EXALTAÇÃO PASCON, J. VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA EM CÃES COM DEGENERAÇÃO MIXOMATOSA VALVAR. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.