DISPLASIA RENAL EM CÃES- UTILIZAÇÃO DA ULTRASSONOGRAFIA COMO AUXILIAR DIAGNÓSTICO

  • Mayara Ramos
  • Mayara Ramos
  • Laura Dias Petricione de Souza
  • Thaís Cozza dos Santos
Rótulo Displasia, renal, Ultrassonografia, Cães

Resumo

A displasia renal é a principal nefropatia juvenil e se caracteriza por distúrbios relacionados ao desenvolvimento embrionário dos rins, causando insuficiência renal crônica no animal. O diagnóstico dessa afecção é realizado através do exame histológico, porém a ultrassonografia por permitir a avaliação da morfologia renal é capaz de apontar a presença de alterações no órgão e indicar a existência dessa enfermidade. Este trabalho tem como objetivo relatar os aspectos ultrassonográficos renais de dois cães com displasia renal. O primeiro caso de displasia renal trata-se de uma cadela da raça shih-tzu de dez meses de idade, que apresentou diarreia e vômito. No exame ultrassonográfico foi visualizado rins com aumento de ecogenicidade generalizado em parênquima renal, ecotextura heterogênea em região medular e cortical, perda parcial da definição córtico-medular, relação de espessura córticomedular alterada. O segundo caso refere-se a um cão macho da raça shih-tzu de cinco anos de idade, assim como o primeiro caso, com histórico de diarreia e vômito. A ultrassonografia apresentou rins com aumento de ecogenicidade generalizado em parênquima renal, ecotextura heterogênea em região medular e cortical, definição córtico-medular diminuída em ambos rins, e ainda, presença de banda hiperecogênica em medular e de estrutura cística em rim esquerdo. Os aspectos ultrassonográficos renais de cães com displasia, relatados em estudos prévios incluem uma diversidade de características, dependendo do grau de comprometimento renal pelos processos inflamatório e fibrótico, que se instalam nessas estruturas em consequência à afecção primária. Nesse estudo, o exame ultrassonográfico revelou alterações compatíveis com displasia renal, caracterizadas por aumento de ecogenicidade generalizado em parênquima renal, ecotextura heterogênea em região medular e cortical, diminuição na definição córtico-medular em ambos os casos, além de, presença de estrutura cística em junção córtico-medular, apresentada pelo o animal do caso 2, o aumento geral da ecogenicidade renal e a diminuição da definição dos limites córtico-medulares são alterações descritas frequentemente displasia renal congênita. Apesar da diarreia e vômito serem sinais clínicos inespecíficos, eles são manifestados por pacientes com displasia renal. Ainda que o método de eleição para o diagnóstico de displasia renal seja o exame histopatológico, a ultrassonografia, por permitir a visibilização e avaliação do rim e de suas estruturas, é capaz de apontar a presença de alteração no órgão e indicar a existência de displasia renal no paciente, devido aos aspectos ultrassonográficos da doença relatados em estudos prévios.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
RAMOS, M.; RAMOS, M.; DIAS PETRICIONE DE SOUZA, L.; COZZA DOS SANTOS, T. DISPLASIA RENAL EM CÃES- UTILIZAÇÃO DA ULTRASSONOGRAFIA COMO AUXILIAR DIAGNÓSTICO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.