NANOEMULSÃO DE CLOREXIDINA NA ANTISSEPSIA DE GATOS SUBMETIDOS À CATETERIZAÇÃO INTRAVENOSA – DADOS PRELIMINARES

  • Danilo Viana
  • Ângela Valentina De La Porta Machado
  • Sandra Elisa Haas
  • Cheila Denise Ottonelli Stopiglia
  • Marília Teresa de Oliveira
  • Diego Vilibaldo Beckmann
Rótulo Antisséptico, antissepsia, nanoformulação

Resumo

Antissepsia é uma técnica utilizada com finalidade de diminuir a microbiota residente e eliminar microbiota transitória, que deve acompanhar procedimentos como cirurgias, cateterização, coleta de material biológico, tratamento de ferimentos, entre outros. Pesquisas sobre novas formulações antimicrobianas são necessárias, especialmente pelo surgimento de superbactérias resistentes aos antissépticos e antibióticos disponíveis, tornando-se uma área muito importante para a saúde animal e humana. Assim, desenvolvemos uma solução antisséptica de nanoemulsão de clorexidina à 0,25% e testamos in vitro e in vivo em cobaias. Considerando que o gluconato de clorexidina a 2% (GC) é uma das soluções mais usadas quando se manipulam dispositivos intravasculares, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos antissépticos e residuais da solução de clorexidina a 0,25% em nanoemulsão (CN) quando comparado àquela, por isolamento e identificação da microbiota e avaliação do efeito antisséptico dos agentes. Para a realização do estudo, comparou-se a ação dos produtos na cateterização venosa periférica de 5 felinos (dados preliminares) que seriam submetidos a orquiectomia eletiva no Hospital Universitário Veterinário da Unipampa. Para serem incluídos no estudo (CEUA 037/2019), os animais deveriam estar hígidos, comprovado por avaliação clínica e análise de exames laboratoriais, como hemograma e bioquímico. Os animais participantes foram distribuídos de modo que todos recebessem ambos tratamentos (CN e GC), com cada antebraço recebendo uma solução. Dividiu-se os grupos por sorteio. A solução de clorexidina em nanoemulsão foi preparada conforme Risso (2020). Realizou-se tricotomia ampla em ambos membros torácicos e, posteriormente, em cada membro foi realizada a antissepsia em movimento único no sentido proximal-distal. Após foi realizada a cateterização da veia cefálica, fixação do cateter com bandagem elástica e proteção com atadura estéril. As amostras para contagem de unidades formadoras de colônia (UFC) foram realizadas com suabe, em cinco tempos: antes da antissepsia, imediatamente após, 3 horas, 12h e 24h após a antissepsia. Os membros eram novamente recobertos com bandagem estéril e não se coletou microbiota no mesmo ponto. Todos os procedimentos foram realizados de forma asséptica. As amostras foram semeadas em ágar sangue e inoculadas a 37ºC, anaerobicamente, para posterior contagem de UFC. Após as 24h de coletas, os animais foram submetidos a orquiectomia e, no mesmo dia, após altas anestésica e cirúrgica, liberados. Dados preliminares apontam que ambas as formulações sugerem redução de UFC após antissepsia na pele de felinos e sem diferença entre os grupos por teste de Kruskal Wallis em nenhum dos tempos (p>0,05). A partir dos dados preliminares, observa-se que a solução de clorexidina em nanoemulsão a 0,25% poderá ser uma alternativa viável para a antissepsia da pele de felinos, com a vantagem de apresentar uma concentração menor do princípio ativo.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
VIANA, D.; VALENTINA DE LA PORTA MACHADO, ÂNGELA; ELISA HAAS, S.; DENISE OTTONELLI STOPIGLIA, C.; TERESA DE OLIVEIRA, M.; VILIBALDO BECKMANN, D. NANOEMULSÃO DE CLOREXIDINA NA ANTISSEPSIA DE GATOS SUBMETIDOS À CATETERIZAÇÃO INTRAVENOSA – DADOS PRELIMINARES. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.