PREVALÊNCIA DE HIDATIDOSE EM OVINOS ABATIDOS

  • Luana Dias
  • Thaís Estéfani Flores Mazzini
  • João Vítor Rodrigues de Souza
  • Vanessa Pereira Mendes
  • Bruno Leite Dos Anjos
Rótulo Hidatidose, Ovinos, Abatedouro, frigorífico, Causas, condenação

Resumo

No Brasil, as carnes com maior índice de consumo são as carnes de frango, bovina e suína e no Rio Grande do Sul, a carne ovina também representa parte significativa da parcela que é consumida no estado. Diversas doenças, inclusive com caráter zoonótico podem acometer ovinos e diversas alterações devem ser diagnósticas no momento da inspeção no abatedouro, minimizando assim os prejuízos para saúde humana. Diante disso, o objetivo do presente trabalho foi identificar a prevalência de hidatidose em ovinos abatidos. Os dados foram coletados de um abatedouro frigorífico, sob inspeção estadual localizado no município de Bagé no estado do Rio Grande do Sul, no período de janeiro a dezembro do ano de 2019. De um total de 2.893 animais abatidos, 2.596 eram jovens de até 12 meses de idade e 297 eram adultos que possuíam mais que 12 meses. Cerca de 1.144 animais apresentaram lesões de hidatidose. O fígado foi o órgão mais acometido, apresentando prevalência de 37%, seguido pelo pulmão com 2%. A hidatidose é uma zoonose parasitária crônica causada pela forma larval do parasito Echinococcus granulosus, um helminto pertencente à Classe Cestoda. Os hospedeiros intermediários são os bovinos, ovinos e o homem que participa do ciclo como um hospedeiro acidental. Nos tecidos desses hospedeiros, é encontrado o cisto hidático. O cão e outros carnívoros atuam como hospedeiros definitivos, onde ao alimentar-se de vísceras cruas de animais parasitados, infectam-se e abrigam no intestino delgado a forma adulta do parasito. Logo, o cão elimina nas fezes o ovo embrionado, que é ingerido pelo hospedeiro intermediário, na qual a oncosfera liberada do ovo, atinge a circulação sanguínea e pode fixar-se em diferentes órgãos, sendo assim, o ciclo é mantido. A ocorrência da hidatidose, de acordo com outros estudos, é alta e traz grandes impactos socioeconômicos, tanto por ser responsável por perdas na produção, em decorrência das condenações de vísceras e carcaças, quanto para a saúde pública, visto que é uma zoonose negligenciada e o seu diagnóstico é feito apenas durante a inspeção post mortem nos abatedouros frigoríficos. Um dos principais fatores que contribuem para a perpetuação do ciclo desse parasito, é o abate clandestino. Atitude que além de trazer riscos à saúde de quem realiza esse procedimento, oferece sérios perigos para quem irá consumir esse alimento ilegal. Essa ação fere gravemente o bem-estar animal, uma vez que não há inspeção para garantir que os procedimentos descritos nas legislações, sejam atendidos. Contudo, pode-se identificar a importância da fiscalização e da inspeção de produtos de origem animal, com diagnóstico acertado das lesões observadas em animais no abate, assim como a educação sanitária continua de hábitos higiênicos para redução e controle dessa zoonose.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
DIAS, L.; ESTÉFANI FLORES MAZZINI, T.; VÍTOR RODRIGUES DE SOUZA, J.; PEREIRA MENDES, V.; LEITE DOS ANJOS, B. PREVALÊNCIA DE HIDATIDOSE EM OVINOS ABATIDOS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.